28/10/2003 15h46 – Atualizado em 28/10/2003 15h46
A ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef, marcou nova reunião na semana que vem, em data a ser definida, para que avancem as discussões sobre a instalação de um pólo de gás-químico em Corumbá, como tem defendido o governo de Mato Grosso do Sul. Ela se reuniu hoje com o governador Zeca do PT, o senador Delcídio do Amaral (PT/MS) e executivos espanhóis da Dragado e Expansion, respectivamente, empresa pública e banco de fomento da Espanha, segundo o deputado federal Vander Loubet, outro participante da reunião, em Brasília.
Conforme ele, na nova conversa estarão presentes representantes da Petrobras para divulgar estudo da viabilidade do projeto. O deputado argumenta que a conjuntura favorece o empreendimento, uma vez que irá agregar valor ao gás boliviano e poderá gerar emprego e integração com o país vizinho.
O governador Zeca do PT segue a mesma linha de raciocínio. Segundo ele, o projeto é estratégico para o desenvolvimento de Corumbá, do Estado e até mesmo do País, porque contempla vários aspectos. É um projeto binacional, que será desenvolvido junto com o governo boliviano, se alinha a idéia de integração da América do Sul que é defendida pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e também porque pode ajudar o país vizinho a sair da crise. Conforme o governo, o empreendimento terá investimento de US$ 1 bilhão em até quatro anos.
A proposta também agrada à ministra. “Esse é um projeto que faz todo o sentido quando se analisa toda a conjuntura, e o que interessa para o governo federal é que ele saia do papel e se concretize”, disse ela ao grupo.
Além do pólo gás-químico, o governador Zeca do PT tem defendido a instalação em Corumbá de uma separadora de gás, uma termelétrica- todos ligados ao gás boliviano- e o melhor aproveitamento do potencial mineral na siderurgia.
Segundo Loubet, se o projeto for encampado, se iniciará uma fase política, de obtenção de apoio para o financiamento do empreendimento.A estimativa é de investimento inicial de US$ 400 milhões, revelou a assessoria do governo. A Dragado compôs a Gasbol, empresa que implantou o gasoduto Bolívia-Brasil, revelou o parlamentar.
Fonte:Campo Grande News






