31/10/2003 16h34 – Atualizado em 31/10/2003 16h34
Apesar do crescimento recorde de 20% este ano, a participação das exportações brasileiras no comércio internacional permanece ínfima. Deverá fechar o ano ligeiramente acima de 1% (1,07%), voltando, assim, ao nível de 1980. No ano passado, a presença das vendas externas do País no comércio mundial não passou de 0,94%.
Pelas projeções do economista Hugo Faria, do Instituto de Ciências Econômicas e Gestão (Iceg) da Universidade Santa Úrsula, a balança comercial fechará o ano com saldo recorde de US$ 23,6 bilhões, resultado de exportações de US$ 71 bilhões, 18,3% acima dos US$ 60,3 bilhões no ano passado, e importações de US$ 47,4 bilhões, com ligeira alta de 0,42%, refletindo a tendência observada nos meses de setembro e de outubro de reação nas compras internas do País.
Com isso, segundo o Iceg, a corrente de comércio brasileira (importações mais exportações) encerrará o ano em cerca de US$ 118,4 bilhões, 10% acima dos US$ 107,5 bilhões do ano passado, e equivalente a 23,58% do Produto Interno Bruto (PIB).
“A participação das exportações no PIB deverá ser de 13,99% (considerando-se o PIB, a preços correntes, de US$ 500,4 bilhões em 2003), acima dos 13,39% de 2001. Já a relação importação/PIB atingirá 9,59%, abaixo dos 10,5% do ano passado”, prevê Faria.
O fato é que as exportações estão sustentando o PIB em 2003, com contribuição de 2% ao produto interno. O Iceg trabalha com um crescimento do PIB de apenas 0,5% neste ano.
Fonte:Agora MS





