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terça-feira, 28 de julho de 2026

A ponte Brasilândia-Paulicéia é de interesse estratégico para o nosso Estado, diz Akira

03/11/2003 08h26 – Atualizado em 03/11/2003 08h26

O deputado estadual Akira Otsubo esteve reunido no auditório da Governadoria, em Campo Grande, com o secretário de Estado de Habitação e Infra-estrutura, Maurício Arruda, prefeitos de Mato Grosso do Sul e de São Paulo, representantes da CESP e da secretaria de Energia e Recursos Hídricos, Saneamento e Obras de São Paulo, além de diversas lideranças regionais, vereadores, assessores e imprensa. A reunião teve como tema a retomada das obras da ponte entre Paulicéia/SP e Brasilândia/MS. Sobre as providências que se desdobram após o evento, como a busca de recursos para a execução dos serviços finais, Akira concedeu a seguinte entrevista:

Pergunta:Quanto falta em recursos para concluir as obras da Ponte?

Akira: Ao todo, ainda gastar-se-á em torno de R$ 47 milhões. Entretanto, contando com as emendas já garantidas ao orçamento federal, falta-nos obter verbas no montante de R$ 22 milhões, dos quais está sendo pedido, pela Associação dos Municípios da Nova Alta Paulista (que reúne 30 cidades do Estado de São Paulo), que as forças políticas de Mato Grosso do Sul viabilizem junto à União o aporte de R$ 4 milhões.

Pergunta:Como o senhor descreve a importância da ponte Brasilândia-Paulicéia?

Akira: A integração física entre os Estados é essencial para o desenvolvimento. Todos os municípios sul-mato-grossenses próximos às pontes já construídas tiveram crescimento acelerado e aumento da área cultivada. Essa obra é de há muito desejada por ambos lados, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Pergunta:Qual tem sido a estratégia na busca de recursos para a Obra?

Akira: Valemo-nos do excelente relacionamento entre os Poderes em Mato Grosso do Sul, e do governo do Estado com o governo Federal. Contamos com a sintonia entre os deputados estaduais e federais e senadores, para essa busca. Junto ao Ministério de Transportes, temos o atual secretário-executivo do órgão, o integrante da Colônia Japonesa, Keiji Kanashiro, que já ocupou a sub-secretaria de Logística e Transportes em MS, no governo Zeca do PT. A idéia é conseguir que o Ministério coloque a conclusão dessa ponte entre as prioridades do momento.

Pergunta:O senhor participa desses esforços desde o início… Não?

Akira: Temos participado de várias reuniões em São Paulo e aqui no Estado. Juntamo-nos às aspirações das comunidades, e pudemos contribuir desde as primeira providências, quando realizou-se o aterro e foram levantadas as bases da ponte. Mais da metade dos serviços necessários já foram executados, e agora falta a finalização do tabuleiro. Temos a certeza de que, com o esforço de todos os interessados, esses recursos serão viabilizados em curto prazo, e a obra, finalmente, inaugurada.

Uma nova interligação

A ponte Brasilândia-Paulicéia será a décima quarta interligação de Mato Grosso do Sul com outros estados e países. O Estado já conta com duas interligações com outros países – Paraguai e Bolívia, e 11 com outros Estados – São Paulo, Paraná, Goiás, Mato Grosso, e recentemente com Minas Gerais, pela Porto Alencastro, inaugurada no início deste mês, que tem 672 metros e levou 10 anos para ser construída. A ponte Brasilândia-Paulicéia, no mesmo padrão de beleza estrutural, tem 1.709 metros e já está aproximadamente 60 por cento pronta. A prefeita de Brasilândia, Marilza Rodrigues do Amaral, enalteceu a obra como possibilidade do município tornar-se produtor de soja, pela viabilidade de acessos e escoamento da produção, o que hoje é inviável quando, para tanto, contar-se-ia, apenas, com os serviços de balsa.

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