03/11/2003 15h56 – Atualizado em 03/11/2003 15h56
“Políticas afirmativas concretas” foi o que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu esta amanhã na abertura de reunião entre presidentes e ministros de Angola e Brasil, em Luanda. O encontro marcou o início oficial da visita de Estado da comitiva comandada por Lula àquele que é historicamente o mais importante parceiro brasileiro no continente africano. Entre as principais ações estão os acordos de cooperação bilateral. O intuito é auxiliar a “reconstrução nacional” do país que encerrou no ano passado uma seqüência de conflitos que durava 41 anos.
A educação é o mote principal dos acordos diplomáticos. Inclui a reconfiguração do sistema escolar do país, arrasado pelos conflitos, bem como a qualificação de professores, por meio do aprofundamento do apoio ao projeto angolano “Escola para Todos”, que o Brasil auxilia desde 2002.
Também haverá ampliação da colaboração no campo da formação profissional, com participação de entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que atua em projetos em Angola. A administração pública é outra área a ser beneficiada. O objetivo é formar quadros para o Estado angolano, que, após a consolidação do regime democrático no País (até hoje só houve eleições multipartidárias em 1992), tem carência de profissionais especializados.
O estreitamento de relações entre Brasil e Angola é encarado pelo presidente Lula como
“justiça” e não “favor” com um país com o qual o Brasil tem “laços de sangue” . “Uma Angola forte e próspera poderá ser o motor do avanço de toda uma região”, disse na abertura da reunião bilateral, em referência ao papel que o país tem desempenhado.
Os novos acertos alcançam ainda a agricultura e a pecuária, por meio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e de programas de apoio à extensão rural e desenvolvimento sustentável. Esportes, cultura, meio ambiente e pesquisa em ciência e tecnologia estão no rol dos setores a receberem colaboração brasileira – esta última, com a previsão de participação da Petrobrás e da Agência Nacional do Petróleo.
Na área de saúde, Lula anunciou intenção em seu discurso novos acordos no campo da imunização, combate à malária e à Aids – principais flagelos que assolam o país – embora esses temas não constem, ainda, da lista final de acordos assinados.
Fonte:Agora MS




