20/02/2004 08h21 – Atualizado em 20/02/2004 08h21
Será verdadeira a máxima que diz que os canhotos são mais habilidosos e mais difíceis de marcar? A resposta poderá ser dada pelos zagueiros e volantes de Fluminense e Flamengo no clássico deste sábado, que decidirá o campeão da Taça Guanabara.
O grande duelo que se desenha para o Clássico das Multidões acontecerá justamente onde célebres canhotos já desfilaram habilidade e categoria. Roger, pelo lado tricolor, e Felipe, pelo rubro-negro, serão os responsáveis por criar as jogadas e decidirem a partida.
- Eu não sei o motivo, mas o canhoto é diferenciado, tanto pelo jeito como pega na bola, na condução. E isso desde que o jogador é moleque já existe – explica o ex-craque Rivellino, um dos maiores especialistas na posição.
Gérson ganhou o apelido de Canhotinha de Ouro e não foi à toa. Maestro do meio-campo tricampeão mundial em 1970, o ex-jogador não chega a comparar o atual momento vivido por Felipe a Garrincha, mas vê semelhanças na dificuldade dos marcadores em parar o apoiador do Fla.
- O Felipe tem um drible desconcertante, e isso que me faz lembrar do Garrincha, embora não compare os dois. Mas o Roger também é muito habilidoso – explica.
Ainda em busca de uma melhor condição física e ritmo de jogo, Roger prefere não centralizar o Fla-Flu nele e em Felipe. Para o tricolor, o clássico por si só tem sua própria magia.
- Se eu e o Felipe não jogássemos, o Maracanã ia estar lotado do mesmo jeito e o jogo seria o mesmo – disfarçou.
Destaque do Campeonato Carioca até o momento, Felipe também preferiu sair pela tangente quando o assunto foi a superioridade técnica dos canhotos.
- Pelé é destro. Romário e Edmundo também são. A história não é bem essa de que só os canhotos são bom de bola – disse.
Neste sábado, no Maracanã, quem entrar com o pé esquerdo vence.
Fonte:IG




