28/05/2004 10h15 – Atualizado em 28/05/2004 10h15
Um ano após ser alvo de troça no clube, Tite foi apresentado nesta quinta como substituto de Oswaldo de Oliveira no Corinthians.
Em maio de 2003, o vice de futebol, Antonio Roque Citadini, chegou a dizer a amigos que torcia para o treinador se acertar com o São Paulo, pois o achava um técnico fraco. Ele não assinou com o time do Morumbi.
Tite era a segunda opção dos corintianos. Antes, Mário Sérgio esteve perto de acertar. O clube não revelou os salários nem o tempo de contrato acertados com seu novo treinador.
“Fiquei três anos no Grêmio, se ficar dois e meio aqui já está bom”, planejou o treinador, demitido do São Caetano neste ano.
Antes de comandar seu primeiro treino, à tarde, ele almoçou em companhia da cúpula corintiana e fez as pazes com Citadini. Os dois se envolveram num atrito em 2001, quando o Grêmio, então comandado por Tite, bateu o Corinthians na final do Copa do Brasil. Na época, Citadini saiu em defesa de seu treinador na decisão, Vanderlei Luxemburgo.
“Houve uma polêmica porque falaram que o Tite deu um nó tático no Luxemburgo, e eu fiquei do lado do nosso técnico. Já conversamos e ficamos numa ótima”, lembrou Citadini.
Sobre ter dito que torcera para o treinador acertar com o São Paulo, em 2003, Citadini disse apenas que fizera uma brincadeira com o clube do Morumbi. “Não sabia desse episódio, mas tenho certeza de que toda a diretoria confia no meu trabalho, por isso aceitei o convite”, falou Tite.
A primeira atitude dos dirigentes após apresentarem o novo comandante foi negar que ele tenha sido a segunda opção do clube. “Na segunda-feira, conversamos com o Mário Sérgio, mas também com o Tite”, disse Paulo Angioni, diretor de futebol.
O dirigente afirmou ter sido dele a decisão de escolher o novo comandante da equipe. Segundo o diretor, o clube já havia feito contatos com dois jogadores que interessam, mas agora o treinador será ouvido.
Tite disse que vai analisar o grupo, mas já sabe que quer reforços. Antes de sua chegada, a prioridade era encontrar um armador.
O substituto de Oliveira chegou acompanhado de Cleber Xavier e Joel Cornelli, seus auxiliares. Assim como Tite, Xavier já teve atrito com os corintianos. Em 2001, foi descoberto como espião do Grêmio num treino e retirado por seguranças, enquanto gritava que estava sendo agredido.
“Fiquei assustado quando eles me cercaram e criei aquela situação, mas ninguém me bateu”, disse. Nesta quinta, ele reencontrou com seguranças que estavam no clube na ocasião e riu do episódio.
Os integrantes da comissão técnica de Oliveira, que seriam demitidos caso Mário Sérgio chegasse, serão mantidos. Só Waldemar de Oliveira, irmão do treinador, foi dispensado. No Corinthians, Tite terá três auxiliares técnicos. Além dos dois que trouxe, o ex-volante Márcio continua no clube.
Fonte:Pantaneiro





