15/07/2004 13h06 – Atualizado em 15/07/2004 13h06
O diretor de Desenvolvimento Social do Movimento Unido Vascaíno (MUV), José Pinto Monteiro, disse ter sido uma vitória para o futebol brasileiro a condenação à prisão, do presidente do Vasco, Eurico Miranda.
Ele frisou que a pena de um ano e meio de detenção, proferida na segunda-feira pela juíza da 8ª Vara Criminal Federal, Valéria Caldi Magalhães, servirá como lição para o dirigente que “tem outra lógica e vive em outro país”.
O presidente do Vasco negou ter sido condenado, mas no site oficial da Justiça Federal, a juíza considerou o pedido do procurador do Ministério Público Leonardo Cardoso de Freitas “procedente em parte” para condenar Eurico e conceder-lhe cinco dias para recurso, que começaram a ser contados a partir de segunda-feira.
“Desconheço isso tudo e acho que estão falando demais e publicando coisas sem fundamento”, disse o presidente do Vasco, que retornou nesta quarta-feira ao Rio, após ir a Porto Alegre reunir-se com o presidente do Clube dos 13, Fábio Koff. “Se realmente for verdade, vou recorrer. Mas, sem dúvida, faria tudo de novo, porque não iria deixar 30 homens armados invadir o meu clube e sair levando documentos.”
A condenação do presidente do Vasco teve por base o art. nº 329 do Código Penal: opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio. A pena é de detenção por dois meses a dois anos.
O diretor do MUV disse estar ciente de que o presidente do Vasco poderá recorrer da sentença, mas festejou o fato de algo já estar sendo feito contra Miranda pela Justiça. “Ele tem 34 processos e precisar ser condenado. Agora, ele precisa de uma pena mais severa”, afirmou.
Fonte: Estadão



