18/11/2004 08h25 – Atualizado em 18/11/2004 08h25
Terra Esportes
A Seleção Brasileira esbarrou na falta de coragem e de fôlego e perdeu sua invencibilidade nas eliminatórias sul-americanas, para o Equador, por 1 a 0, nesta quarta-feira, no estádio Atahualpa, em Quito.
Com 20 pontos, o time de Parreira corre o risco de perder a liderança para a Argentina, que recebe a Venezuela mais tarde em Buenos Aires e tem apenas um ponto a menos. Esta foi a segunda derrota da equipe brasileira para os equatorianos na história.
A primeira foi nas eliminatórias para a Copa de 2002, também em Quito, sob o comando do técnico Leão. Os donos da casa chegaram aos 16 pontos e seguem firmes, em quarto lugar, na briga por uma vaga no Mundial da Alemanha.
O jogo
O Equador começou mais objetivo e já levou perigo ao gol brasileiro no começo da partida. Aos sete minutos, Espinoza mandou a bola por cima de Dida. A Seleção Brasileira chegou em contra-ataque aos 11 minutos. Ronaldo foi lançado na esquerda, entrou livre na área, mas bateu para fora.
A melhor chance do primeiro tempo aconteceu aos 15 minutos, para os donos da casa. Dida salvou o gol após a cabeçada de Delgado com excelente defesa. Aos 19 minutos, o ataque brasileiro fez sua primeira triangulação.
Kaká tabelou com Ronaldinho, recebeu na área e acertou a rede do lado de fora, assustando a torcida. O trio ofensivo brasileiro, com Kaká, Ronaldinho e Ronaldo, abusou das jogadas individuais na intermediária e esbarrou na boa marcação equatoriana. Por isso, jogando simples, os donos da casa foram mais perigosos no começo.
Aos 31 minutos, um escorregão de Roque Júnior na área quase dá o gol ao Equador. Mas Juninho Pernambucano salvou. Cinco minutos depois, o meia do Lyon apareceu novamente, mas no ataque. Cobrou falta da direita e Villafuerte se atrapalhou com a bola: teve que defender em dois lances.
O Brasil insistia com as jogadas pelo meio e não conseguia furar o bloqueio. Quando tentou entrar pela lateral direita, levou perigo duas vezes. Na primeira, Kaká recebeu de Cafu e bateu para boa defesa do goleiro rival aos 39 minutos.
Cinco minutos depois, o lateral foi à linha de fundo e cruzou no meio para o companheiro de Milan, que chutou rente à trave. O último lance de perigo do primeiro tempo foi uma cobrança de falta de Kaviedes que passou perto do travessão de Dida, aos 45 minutos.
A seleção equatoriana voltou mais ligada que o Brasil do intervalo. E começou a ameaçar o gol de Dida logo no começo. Porém, pecava no último passe. A defesa brasileira começou a afastar do jeito que dava.
Só não tomou o gol aos oito minutos porque Kaviedes furou no meio da área. A Seleção, sufocada, deu o troco em um contra-ataque aos 12 minutos. Kaká foi derrubado na entrada da área. Ronaldinho cobrou mal, em cima da barreira, mas pegou o rebote e acertou o travessão de Villafuerte. O Brasil acordou e adiantou a marcação, sendo menos pressionado.
Tanto é que teve nova chance de gol após rebote de escanteio: Kléberson chutou forte, e o goleiro equatoriano espalmou aos 17 minutos. Dois minutos depois, o meia do Manchester saiu para a entrada de Ricardinho.
Parreira tentou colocar um canhoto para jogar pela esquerda, como faria Zé Roberto, que desfalcou a equipe porque se machucou. O Equador levantou a torcida em dois lances seguidos: no primeiro: Salas cruzou para a área e Renato quase marcou contra; Dida salvou aos 24 minutos. Logo depois, o goleiro brasileiro fez ótima defesa nos pés de Kaviedes. Na sobra, Delgado cabeceou por cima, com Dida no chão.
Como já tinha avisado, Parreira modificou ainda mais o meio-de-campo, preocupado com a altitude. Sacou Juninho e colocou Dudu Cearense aos 28 minutos. Mas, na prática, as trocas não surtiram efeito. E valeu a vontade equatoriana, que teve mais fôlego e marcou aos 32 minutos. Méndez recebeu na entrada da área e acertou o canto de Dida com chute forte.
A bola ainda desviou em Juan. Após o gol, o técnico brasileiro se apressou em colocar Adriano no lugar de Kaká para tentar dar força ofensiva ao time, mas só conseguiu chegar uma vez: o atacante da Inter de Milão desceu pela esquerda e cruzou para Ronaldo, que chutou para fora, aos 42 minutos.




