09/12/2004 08h15 – Atualizado em 09/12/2004 08h15
Gazeta Press
Com 31 nocautes nas 35 vitórias de seu cartel de 36 lutas, o baiano Acelino Freitas já definiu como pretende superar o argentino Fernando Saucedo no combate deste sábado, em São Paulo, no ginásio do Ibirapuera. Acostumado a levar seus adversários à lona sem chance de recuperação, Popó quer superar o latino-americano de maneira incontestável: ‘se possível com nocaute’.
Em São Paulo desde a última quinta-feira, o baiano garante que já superou a derrota para o norte-americano Diego Corrales, em agosto. ‘Sei o que posso fazer em cima do ringue. Tive a humildade para, após a derrota para Corrales, analisar meus defeitos e procurar corrigi-los. É depois da derrota que os grandes campeões encontram forças para conquistas maiores. Para se recuperar de uma derrota, só um grande campeão’, filosofa o boxeador, que pretende conquistar dois cinturões mundiais na próxima temporada.
‘Quero unificar o cinturão dos leves’, afirma o lutador, que passou os dois últimos meses treinando nos Estados Unidos. ‘Vou ganhar dois títulos em 2005. Primeiro o cinturão da Federação Internacional, diante de Julio Diaz, em abril ou maio. Depois, no fim do ano, almejo o título do Conselho Mundial de Boxe. Desejo dar a revanche para o Casamayor (Joel, boxeador cubano, vencido por Popó em 2002)’, diz o lutador, que ainda fala com rancor da primeira luta. ‘Antes, achava que não devia dar a revanche para ele, pois tomei 45 pontos no rosto por causa das cabeçadas que levei’.
Depois de sofrer a primeira derrota de sua carreira, Popó acha que está muito mais preparado para seus próximos desafios. ‘Perdi apenas uma vez em 36 combates. Acho que ainda estou no lucro. O boxe é um esporte muito duro e, por ser um esporte individual, exige um equilíbrio físico, técnico, psicológico muito grande do atleta. Todos os lutadores perdem, mas só os grandes campeões sabem dar a volta por cima. Eu também vou dar’.
A experiência negativa rendeu frutos positivos para sua própria formação. ‘Nunca me senti tão bem preparado. Estou mais forte, mais rápido e mais consciente no ringue. Antes lançava os golpes abertos. Agora vou lutar mais compacto’, avisa, garantindo que o retorno ao Brasil, onde lutou pela última vez há dois anos, não foi motivado pelo dinheiro. ‘Não ligo para dinheiro. Se desse importância não estaria lutando no Brasil, onde minha bolsa diminui 99% em relação ao que ganho nos Estados Unidos’ .




