15/02/2005 10h54 – Atualizado em 15/02/2005 10h54
Midiamax News
O Mundial Interclubes e a Taça Libertadores da América sofreram alterações para as edições deste ano. A vitória do Porto, de Portugal, sobre o Once Caldas, da Colômbia, por 8 x 7 nos pênaltis, após um 0 x 0 no tempo normal, em dezembro do ano passado, foi a última da velha Copa Toyota/Intercontinental, que teve status de título mundial.
Em 2005, a competição até deve continuar, sendo agora disputada pelos campeões da Copa Sul-Americana e da Supercopa européia. Mas, para efeito de apontar o melhor time da temporada no planeta, entra em campo – ou melhor, volta a campo, após uma ausência de cinco anos, depois da versão única de 2000, realizada no Brasil e vencida pelo Corinthians – o Campeonato Mundial de Clubes da Fifa.
Desde maio, a competição já tem local e datas definidos: será realizada em Tóquio, no Japão, entre 11 e 18 de dezembro. Contará com seis equipes – as campeãs de cada Confederação filiada à Fifa, o que exclui as possibilidades de participação de um representante do país-sede e do Corinthians, atual detentor do título. O único participante definido até aqui é o Al Ittihad, da Arábia Saudita, que ganhou a Copa dos Campeões da Ásia em dezembro de 2004, derrotando o Seongnam da Coréia do Sul por 5 x 0.
No novo Mundial da Fifa, serão disputados sete jogos. Primeiro, os campeões da África, da Ásia, da Oceania e da Concacaf enfrentam-se em dois jogos que definirão os adversários dos campeões da Liga dos Campeões da Europa e da Copa Libertadores, classificados antecipadamente para as semifinais. Os vencedores decidem o título, e ainda há a disputa do terceiro e do quinto lugares.
Já a Taça Libertadores da América aumentou o número de times. Agora, em vez de 32, são 38 times de 11 países correndo atrás do título mais importante do continente. Pela primeira vez, o México, que nem sul-americano é, contará com três representantes, e a Colômbia com quatro, incluindo o atual campeão Once Caldas.
O Brasil entra com cinco equipes: Santo André (campeão da Copa do Brasil), Santos, Atlético-PR, São Paulo e Palmeiras (os quatro primeiros do Brasileirão). Também foi mais difícil acompanhar a formação dos grupos, pois foi realizada uma primeira fase/repescagem com 12 times que se enfrentaram em mata-matas valendo seis vagas na segunda fase, na verdade a antiga primeira. Entre eles estava o Palmeiras, que eliminou o Tacuary, do Paraguai.
As outras mudanças, porém, foram para melhor. Agora, por exemplo, não vai dar mais para fazer uma campanha meia-boca na primeira fase, pensando em escolher adversários mais fáceis a partir da segunda. Isso porque, nos mata-matas, o time de melhor campanha entre os classificados (1º colocado) pegará o de pior campanha (16º); o segundo enfrentará o 15º, o terceiro jogará com o 14º e assim por diante, independentemente das pontuações e colocações que forem obtidas dentro de cada grupo. Todas as equipes mais bem colocadas (no caso, da primeira à oitava) também terão a vantagem de fazer a segunda partida em casa.
Outra alteração importante é que os gols marcados fora de casa servirão como critério de desempate, como acontece na nossa Copa do Brasil e não ocorria na Libertadores desde 1988. Essa regra vale do início da competição até as semifinais, pois somente para a decisão do título não contará o número de gols feitos fora de casa.
Os pênaltis são uma velha preocupação da Confederação Sul-Americana, a Conmebol, que organiza a competição. Afinal, das últimas seis decisões de Libertadores, nada menos que cinco foram para as cobranças alternadas, em 1999, 2000, 2001, 2002 e 2004. Apenas a final de 2003, em que o Boca derrotou o Santos nos dois jogos, escapou da “maldição dos pênaltis”. Para evitar que a história se repita mais uma vez – ou, pelo menos, para aumentar as chances de que ela não se repita -, neste ano, se os dois times terminarem as finais empatados em pontos e saldo de gols, haverá uma prorrogação de 30 minutos antes de a decisão ir para as penalidades.
Mas algumas regras também foram mantidas. Se um time mexicano ganhar o título, o representante sul-americano no Mundial da Fifa será o vice-campeão. Isso porque a Concacaf (confederação a que o México é filiado) tem sua própria Copa dos Campeões para definir seu representante no torneio.
Para garantir a presença do campeão da Libertadores na final da Recopa Sul-Americana (contra o vencedor da Copa Sul-Americana, a ser realizada no segundo semestre), a Conmebol lançou mão de uma chantagem prevista no regulamento: caso ele se recuse a participar dessa disputa, terá cassados seus direitos de jogar o novo Mundial da Fifa e também a própria Libertadores-2006. Com informações do Globo On line





