09/05/2005 13h41 – Atualizado em 09/05/2005 13h41
Sejel
O Secretário da Juventude e do Esporte e Lazer, Dirceu Lanzarini, acompanhado pelo Diretor da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Luiz Carlos Telles, a diretora do Presídio Feminino Irmã Irma Zorzi, Jane Maria Mota, e dirigentes do sistema prisional, fará o lançamento oficial do projeto “Bolinha Popular”, amanhã (10/5) às 9h30min, no presídio feminino da Capital. Segundo o responsável pelo projeto, Antonio Marcos Faria, o ‘Bolinha Popular’ tem por objetivo confeccionar bolas de futebol infantis aproveitando retalhos e sobras de material que, normalmente, é jogado fora. Este material é reaproveitado e transformado em bolinhas de futebol. No primeiro momento, o projeto vai utilizar mão de obra do Presídio Feminino, envolvendo 40 detentas. Recentemente, elas foram capacitadas pelo os detentos que participam do projeto “Pintando a Liberdade” (fábrica de bolas). O curso aconteceu no presídio Jair Ferreira de Carvalho, em Campo Grande, onde elas aprenderam a cortar, serigrafar e costurar os gomos, num trabalho totalmente artesanal.Assim como já ocorre no projeto Pintando a Liberdade, no Bolinha Popular, cada detenta vai receber R$ 2,00 por bola costurada, mais a remissão da pena: cada três dias trabalhados reduz um dia a pena da presidiária. A produção estimada é de 500 bolinhas por mês, que serão destinadas as escolas públicas da capital e interior e em projetos sociais. “O Bolinha Popular é um projeto sem custo financeiro nenhum para a sociedade”, esclareceu Antonio Marcos. Ele ressalta ainda, a importância do desdobramento do trabalho, já desenvolvido pelos homens dos presídios de Campo Grande e Dourados. “Esta ação adotada pelo Secretário, demonstra a preocupação em efetivar uma política pública que atenda o público carcerário feminino, como forma de inclusão social.Através do projeto, elas estarão produzindo algo útil, preenchendo o tempo ocioso e principalmente, sentindo-se satisfeitas ao saber que as bolinhas serão utilizadas por crianças”, informou.





