13/10/2005 10h01 – Atualizado em 13/10/2005 10h01
Globo Online
A seleção brasileira começou as Eliminatórias jogando com um esquema que ficou conhecido como 4-3-1-2, principalmente com Kaká atuando como o número 1. A partir da partida contra o Peru, em Goiânia, em março deste ano, o técnico Carlos Alberto Parreira estreou o que ficaria conhecido como ‘quadrado mágico’, voltando a jogar no 4-4-2. E, pelo que o treinador disse na entrevista coletiva após a vitória por 3 a 0 sobre a Venezuela, nesta quarta-feira, esse será o esquema até a Copa do Mundo.“Para iniciar a Copa, não vejo porque mudar esse esquema que nós estamos usando agora, com dois volantes, dois meias e dois pontas de lança. A princípio, o esquema para o início da Copa esta praticamente definido”, disse o treinador.A seleção brasileira não apresentou, nesta quarta-feira, em Belém, o espetáculo que a torcida esperava, mas mesmo assim terminou em primeiro, superando a Argentina, que perdeu para o Uruguai, por 1 a 0, em Montevidéu. O técnico justificou o desempenho regular da seleção, mas comemorou o resultado.”O time sentiu fisicamente a umidade do ar. Foi um jogo em que nós erramos muito mais do que nos outros jogos. Em função do gramado muito fofo, o time não conseguiu desenvolver bem, mas foi o suficiente para conquistar o primeiro lugar. Não faz nenhuma diferença para a Copa do Mundo, mas para o futebol brasileiro e sempre bom terminar em primeiro”, disse Parreira, que lembrou que o Brasil venceu as últimas três competições que disputou (Copa América, Copa das Confederações e Eliminatórias).Desta vez, ao contrário de 2001 – quando o Brasil chegou à última rodada dependendo de uma vitória sobre a mesma Venezuela -, a seleção se classificou sem sustos, com duas rodadas de antecipação, ao bater o Chile por 4 a 0. Fazendo uma avaliação geral da competição, o treinador considerou que a seleção foi bem. “Se você fizer uma comparação com a Eliminatória anterior, foi muito superior. Agora, o importante é a Copa do Mundo. Eu acho que a participação foi boa, não foi excepcional. Foi boa”, avaliou.Daqui para a frente, Parreira disse que não há muito a fazer em termos de seleção brasileira. E afirmou que será justo na convocação final para o Mundial. “Em termos de trabalho, não tem muita coisa a ser feita. São dois jogos em novembro. Temos que aproveitar o tempo de preparação. A convocação só ocorre em maio e, até lá, tenho sete meses pela frente. Temos que fazer observações e ter muito critério na convocação final”. A seleção fará dois amistosos em novembro – o primeiro deles contra os Emirados Árabes, no dia 12 – e mais um em março de 2006.





