13/10/2005 13h44 – Atualizado em 13/10/2005 13h44
FOLHA PRESS
E se em vez de Jô, fosse Nilmar a chutar cara a cara no 4 a 2 da Vila Belmiro, nesse Brasileiro? E se Robinho não tivesse voltado a atuar pelo Santos logo naquele clássico? E se o Corinthians tivesse sido mais orientado a marcar Giovanni, que decidiu o jogo? Hoje, às 19h30, como numa volta no tempo, o Corinthians terá a chance de corrigir seus erros num clássico, graças às confissões do árbitro Edilson Pereira de Carvalho e à decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva. E se o Corinthians vencer, quebra-se o maior tabu da história recente contra o Santos -11 jogos sem vitória após o surgimento de Robinho-, e o torneio ganha um time favorito, com seis pontos de vantagem em relação ao segundo. Cabe ao Santos, 11 pontos atrás do rival e líder, provar que o que passou não passou para encurtar a diferença e ainda sonha com o tricampeonato nacional. O ataque da Vila é outro. Há 74 dias, Robinho estava fora de forma, e o malsucedido Frontini, que perdeu um gol de voleio nos primeiros minutos do clássico, tiveram atuação apagada. Hoje, o time conta com matadores de mais renome: Cláudio Pitbull e Luizão -citados no site da Fifa em artigo sobre a dificuldade santista de compensar a saída do novo astro do Real Madrid. O técnico Nelsinho Baptista, que substituiu Gallo, vencedor naquele dia, vai escalar apenas um deles, acreditando que Giovanni deve ficar no ataque. “Percebi que o Santos precisava mudar porque para mim ele [Giovanni] pode render muito mais”, afirmou o treinador ontem. O Corinthians também mudou. Nilmar virou esperança de gols, só se aguarda a confirmação de Tevez, que atuaria ontem pela Argentina contra o Uruguai, depois do fechamento desta edição. Mas a grande lição de 31 de julho para o Corinthians foi a de não deixar Giovanni livre. “Acho que ele deverá ter uma marcação especial”, disse o meia Rosinei. Para o jogador, que atuou naquela partida, é importante marcar a saída de bola santista. “Não podemos deixar a jogada chegar no Giovanni nem no Ricardinho”, declarou Rosinei, que atuou na lateral direita no coletivo de hoje. Mas o mais provável é que Antônio Lopes escale Coelho se não puder contar com Eduardo, que teve trauma no pé. Para o goleiro Fábio Costa, a grande vantagem corintiana é o aprendizado com os erros. “O Corinthians hoje é mais maduro que há três quatro meses. Até chegar a um patamar ideal, leva tempo. Hoje eu sinto a equipe mais equilibrada na marcação”, disse ele, que teve três zagueiros e dois volantes à sua frente no clássico e sofreu quatro gols, então sob o comando do técnico Márcio Bittencourt.





