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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Segurança na Venezuela preocupa Palmeiras

31/01/2006 13h45 – Atualizado em 31/01/2006 13h45

Lancenet

Após esperar por mais de cinco horas no domingo no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, e não conseguir embarcar para a Venezuela, a delegação do Palmeiras viajou ontem para a partida decisiva contra o Deportivo Táchira, pela fase classificatória da Copa Libertadores. O adiamento da viagem, no entanto, deixou a bagagem mais pesada: o time leva também a preocupação com o clima de guerra na cidade de San Cristóbal, local da partida.A diretoria do Palmeiras pretende entrar em contato com o comando policial da cidade, contratará cerca 100 seguranças particulares e também exigirá a interdição das ruas próximas ao Hotel Castillo de la Fantasia, onde o time estará hospedado. “Ficaremos dois dias à mercê da pressão da torcida. Temos de nos precaver”, disse o gerente Ilton José da Costa. Os cartolas têm receio de que se repitam os incidentes do ano passado, quando o Santo André enfrentou o mesmo Deportivo Táchira, pela Copa Libertadores. Na véspera da partida, a torcida venezuelana soltou rojões perto do hotel impedindo que os jogadores dormissem. “Essa é a rotina negativa do futebol. Podem acontecer pressões. Já vivemos isso até com a seleção brasileira em uma partida em Rosario, na Argentina. Temos de tomar providências”, reafirma o técnico Emerson Leão.De acordo com Luís Carlos Ferreira, técnico do Santo André na Libertadores do ano passado e hoje no Guarani, as preocupações de Leão se justificam.Antes do adiamento da viagem, Leão e a comissão técnica fizeram um planejamento cuidadoso para que o time ficasse na cidade de Valencia, longe da pressão, e chegasse a San Cristobal apenas na terça. Assim, o Palmeiras não precisaria de tamanho aparato. Mesmo com as dificuldades, Leão só fala em vitória. Como o Palmeiras venceu a primeira partida por 2 a 0, pode empatar ou até perder por um gol de diferença. Placares como 3 a 1 e 4 a 2 também classificam o Palmeiras por, nesta hipótese, ter marcado gols na casa do adversário.”Não posso pedir empate para uma equipe acostumada a ganhar”, afirmou o técnico. O atacante Edmundo concorda. “Em momento algum, vamos desrespeitar o time do Táchira, mas vamos procurar a vitória. Vamos marcar forte no meio-de-campo, mas, pela característica dos nossos jogadores, não podemos jogar atrás”, disse o jogador.

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