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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Copa movimenta vendas de fogos de artifício

14/06/2006 11h24 – Atualizado em 14/06/2006 11h24

Capital do Pantanal

– A estréia do Brasil na Copa nesta terça-feira(13) contra a Croácia fez as vendas de fogos de artifício em Corumbá decolarem. De acordo com Edson Fernandes, gerente do Comercial Nogueira, só no intervalo da partida quando a seleção vencia o time croata por 1 a 0, vendeu 240 caixas do produto. As festas juninas também contribuem para o aumento da procura de fogos nos estabelecimentos comerciais, “mas nada se compara aos jogos do Brasil”, diz Fernandes que aumentou o estoque no começo do mês em três vezes mais do que para o São João do ano passado.Conforme o vendedor de uma outra loja, Ricardo Fonseca, se o Brasil continuar com bom desempenho entre as quatro linhas e passar para as oitavas de final, as vendas melhoram ainda mais. Apesar da Copa incrementar o comércio deste tipo de produto segundo os vendedores, o fim de ano continua sendo o único período garantido para o pessoal que vende fogos.Um dos artefatos mais procurados são as baterias de rojões, o carro chefe é o de 13 tiros que são os mais fortes. Uma caixa com seis custa em média R$ 9,50, já o mais simples é comercializado a R$ 5. Precauções Para conseguir a permissão de funcionamento as lojas de artigos pirotécnicos devem atender a uma série de exigências. Entre elas, estar localizada a pelo menos 100 metros de distância de hospitais, escolas, cemitérios, asilos, indústrias e postos de combustível. O cuidado com o manuseio do produto, também é preocupação dos fabricantes que estampam nas caixas o manual de como deve ser utilizado o artefato. Os bombeiros também recomendam que os fogos de artifício não podem ser vendidos em qualquer tipo de comércio, só pode ser comercializado dependendo da bomba, como estrelinhas, bombinhas e morteiros de três tiros. Já outros tipos de bombas, a empresa tem que ser especializada e ter autorização. Outra orientação importante é que, dependendo do tipo de artifício, só maiores de 18 anos podem manusear. Ainda não existe um controle específico sobre os fogos vendidos, mas a polícia pode intervir quando são vendidos fogos em locais inadequados, como em camelôs ou ambulantes.O funcionário de uma loja especializada na venda de fogos de artifício, Gilson Oliveira, afirma que um dos procedimentos do estabelecimento é orientar os compradores a fim de evitar acidentes. “A gente sempre explica o que se deve e não deve fazer quando vai soltar fogos. Como, por exemplo, evitar a combinação entre a bebida alcoólica e foguete, que quase sempre termina em acidente”, alertou.A Defesa Civil faz recomendações quanto a acidentes com os fogos de artifício e destaca as seguintes: seguir as instruções da embalagem; soltar os fogos sob a supervisão de adultos; não reutilizar os fogos que falharam; armazenar os fogos em local frio e seco; e nunca atirá-los em direção de outras pessoas ou em lugares fechados, como carros ou residências. Uma das mais importantes recomendações, em épocas de festas, é a de jamais utilizar fogos de artifício após a ingestão de bebidas alcoólicas.

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