14/06/2006 08h02 – Atualizado em 14/06/2006 08h02
Terra
A imprensa internacional não perdoou a atuação do atacante Ronaldo na vitória do Brasil por 1 a 0 contra a Croácia, durante a estréia de ambas as seleções no Grupo F da Copa 2006, em Berlim. Depois de apenas um chute no princípio do segundo tempo, o atleta do Real Madrid foi substituído por Robinho. O ex-jogador do Santos deu mais mobilidade ao ataque, justamente o maior ponto fraco na presença de Ronaldo, que pouco participou do jogo da última terça-feira. “O Brasil foi mal, apesar do quadrado mágico. É que na realidade foi somente um triângulo, mas apenas quando Robinho entrou. Lento, sem reação nem mobilidade, Ronaldo foi uma referência fácil para Robert Kovac e ‘seu muro de Berlim’. Nada a ver com o Ronaldo que se conhece, o terrível goleador serial”, destacou uma reportagem do diário argentino Olé. A imprensa espanhola também descreveu o desempenho do atacante. “Ronaldo, chamado a recuperar sua melhor forma no Mundial, fracassou em sua intenção e pareceu uma sombra durante a partida. Seu único chute veio apenas no segundo tempo e Parreira resolveu trocá-lo por Robinho na única substituição durante o jogo”, estampou o jornal esportivo Marca. O jornal italiano La Gazzetta dello Sport ressaltou que o excesso de peso atrapalhou a movimentação de Ronaldo diante da marcação da defesa croata. “Demonstrando uma condição física precária, Ronaldo teve uma atuação inédita, sem qualquer senso de projeção. O jogador, acima do peso, estava imóvel ao centro do ataque”, ressaltou a publicação. O tradicional jornal inglês The Guardian optou por um trocadilho sobre o peso de Ronaldo, comparando-o ao Big Ben, um dos cartões-postais mais conhecidos de Londres. “Acima do peso e ponto final – só isso para descrever o Big Ron(aldo)”, brincou o título da reportagem. O Daily Mail lembrou as diferenças entre o futebol apresentado por Ronaldo na terça-feira e o que ele havia jogado na final do Mundial em 2002, quando marcou os dois gols da vitória sobre a Alemanha, terminando a competição como artilheiro, com um total de oito gols. Algumas publicações também destacaram que Ronaldo perdeu contra a Croácia uma boa oportunidade de se aproximar do recorde de gols em Copa. Ele permaneceu com os 12 marcados até aqui, dois atrás do alemão Gerd Muller e a um do francês Just Fontaine, astro na Copa de 1958. A imprensa da Alemanha pouco chamou atenção para o gol de Kaká ou para a vitória do Brasil. Os jornais locais preferiram ressaltar a substituição de Ronaldo por Robinho e o desânimo do astro diante do mau futebol. Nem os jornais australianos, próximos adversários da Seleção Brasileira, no domingo, deixaram de falar sobre o atacante. “O peso-pesado. Com todo respeito a Ronaldo, o excesso de peso nunca tirou tanto o peso de sua atuação”, ressaltou uma das publicações do país.




