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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Parreira reforça: só divulga time na hora do jogo

21/06/2006 15h50 – Atualizado em 21/06/2006 15h50

Estadão.com

No comando da seleção brasileira desde 2002 (quando assumiu o cargo pela terceira vez), o técnico Carlos Alberto Parreira sempre teve por hábito anunciar a escalação dos titulares pelo menos um dia antes do jogo. Às vezes, até mais cedo, como foi com o time da estréia na Copa, contra a Croácia – confirmado meses antes.
Desta vez, porém, a história é outra. Parreira reforçou na entrevista coletiva desta quarta-feira que só vai divulgar o time titular do Brasil para o jogo desta quinta, contra o Japão, quando já estiver no Westfalenstadion, momentos antes de começar a partida. Por mais que fosse questionado sobre o assunto – e das mais diversas formas -, ele manteve o mistério.
“Se tiver que colocar algum dos reservas, ele vai jogar. Aliás, são reservas entre aspas. Existe a possibilidade de mudar, até porque não é um jogo de risco, já estamos classificados e lutamos apenas pela liderança, que é importante. Vamos fazer uma reunião nesta noite e aí decidimos o que fazer”, explicou Parreira.
Até mesmo a possibilidade de perder um jogador por causa de suspensão – risco que correm Emerson, Cafu, Ronaldo e Robinho, por já estarem com um cartão amarelo – foi mantida como item a ser analisado. “No vestiário é que eles (jogadores) sabem quem vai jogar. Está tudo tranqüilo. É uma possibilidade (mudança por cartões) e vai ser analisada. É complicado. O jogador pode entrar e não tomar, pode jogar e tomar. Se alguém for suspenso, entra outro em seu lugar e pronto”, disse o técnico.
Outro peso na decisão sobre quem escalar pode ser a necessidade de ganhar para terminar em primeiro lugar do grupo e daí pegar a Itália – adversário historicamente forte – logo nas oitavas-de-final – se este terminar em segundo na chave E. “Não temos preferência por nenhum adversário. Depois é depois. É outro jogo e daí pensaremos o que fazer”, avisou Parreira.
O técnico avaliou ainda os cuidados que o time brasileiro precisa ter contra a seleção japonesa. A maior de todas é com o contra-ataque. “Temos que ter cuidado com as bolas em velocidade. O Japão é um time que tem sua força e pode surpreender o Brasil”, afirmou.

Robinho e Ronaldinho não preocupam
Uma troca cogitada no time titular é a entrada de Robinho, que tem agradado aos torcedores nos jogos. Mas o técnico da seleção brasileira não deu indícios de que vai aproveitá-lo como titular neste jogo. “O Robinho já demonstrou seu valor na Copa das Confederações. Não dá para avaliar em 15 minutos, ele não será avaliado por isso, e sim pelo que já fez na seleção. Para nós é bom que ele queira jogar, porque é alguém que podemos contar. Vai ser sempre um problema, entre aspas, para quem for técnico da seleção. Qualidade demais e poucas posições.”
Já o baixo rendimento de Ronaldinho Gaúcho nos dois jogos realizados não o incomoda. “O Ronaldinho vai ter marcação em cima, veio com a fama de melhor do mundo por duas vezes, e sempre que tiver espaço vai definir. A gente quer que o time renda coletivamente.”
Por coincidência, o técnico volta a estar num lugar que não remete a boas lembranças. Em 1974, o Brasil perdeu para Holanda por 2 a 0 neste mesmo estádio de Dortmund e foi eliminado daquela Copa do Mundo. Ele garante que não se incomoda ou se preocupa com isso. “Eu estava aqui, foi Brasil e Holanda, não mexe comigo não, foi um passado muito distante. Não vai ter influência.”

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