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terça-feira, 12 de maio de 2026

Paraná manterá filosofia de pé no chão para o próximo ano

03/12/2006 19h02 – Atualizado em 03/12/2006 19h02

Estadão

O Paraná vive seu momento mais importante em seus quase 17 anos de existência. O clube nascido da fusão entre Colorado e Pinheiros, duas equipes medianas no futebol paranaense, em 1989 chega à disputa da Copa Libertadores da América pela primeira vez e pretende não apenas estar nela, mas disputá-la com possibilidades de avançar na seqüência das fases eliminatórias. O primeiro passo que a diretoria paranista considera fundamental é definir o técnico. Caio Júnior, que dirigiu a equipe durante todo o Campeonato Brasileiro, vai conversar com a diretoria nesta semana para definir se permanece ou se vai para outra equipe.

Neste domingo, ainda sob o efeito da alegria pela inédita classificação, o presidente do clube, José Carlos de Miranda, fez uma análise da temporada atual para o clube. “Fomos campeões estaduais depois de nove anos, reformamos e ampliamos o nosso estádio e chegamos à Copa Libertadores dentro da nossa filosofia pé no chão”, explicou o dirigente. O pé no chão a que se refere o presidente é um controle rigoroso de gastos, que não permite ao Paraná contratar jogadores com altos salários, mas permite ao clube pagar suas contas e manter os salários dos jogadores em dia, algo pouco comum no futebol brasileiro.

Por mais alegria que sentisse, após o empate com o São Paulo, o presidente Miranda nem sonha em mudar a maneira de trabalhar em 2007. “Sabemos que a chegada na Copa Libertadores vai exigir mais gastos, mas vamos continuar sendo criteriosos nas contratações, investindo em jogadores baratos e que possam ter futuro dentro do clube”.

O sucesso na temporada atual vai desfalcar o elenco de alguns jogadores. O meia Sandro, um dos destaque da equipe em 2006, já acertou sua transferência para o futebol turco. O atacante Leonardo e o meia Maicossuel devem ser emprestados ao Flamengo e jogadores emprestados, cujos contratos terminam neste final de ano, devem tomar outros rumos por causa do assédio de outras equipes, como o atacante Cristiano, o ala Peter e o meia Batista.

O presidente do Paraná quer melhorar as verbas recebidas pela equipe do Clube dos Treze. “Estamos há 14 anos na Primeira Divisão e recebemos as piores taxas dentre todos os clubes da disputa”, lamenta Miranda, que admite até pedir ajuda a políticos para ajudar o Paraná. “Vamos manter contato com deputados e senadores para nos ajudar a melhorar as verbas que recebemos no Campeonato Brasileiro”, explicou o dirigente, sem citar os nomes dos possíveis aliados.

O tricolor paranaense vai conhecer seu adversário na primeira fase da competição continental no próximo dia 20, que deve vir do Peru, Paraguai ou Venezuela. Como a Confederação Sul-Americana só permite partidas em estádios com capacidade superior a 20 mil lugares e no Estádio Durival Brito só cabem 18 mil torcedores, o Paraná vai pedir emprestado um estádio a seus rivais locais, Atlético e Coritiba, ou voltar ao estádio da Federação Paranaense de Futebol, o Pinheirão, onde atuou enquanto o Durival Brito era reformado.

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