09/12/2006 16h19 – Atualizado em 09/12/2006 16h19
Estadão
Uma semana após o término da temporada, os clubes cariocas fizeram um balanço positivo do início da preparação para 2007. Os quatro grandes do Rio optaram por trilhar caminhos diferentes. O Flamengo, por exemplo, anunciou a contratação de sete reforços, enquanto o Fluminense fez uma faxina em seu departamento de futebol e o entregou ao ex-lateral-esquerdo Branco, ídolo nas Laranjeiras.
Campeão da Copa do Brasil, o Flamengo conquistou o sonhado retorno à Copa Libertadores e, com isso, o trabalho para 2007 precisou ser “reforçado”. Com a reeleição do presidente Márcio Braga, na última segunda-feira, para mais três anos à frente do clube, o departamento futebol permaneceu sob o comando de Kléber Leite.
Presidente do Flamengo entre 1995 e 1998, Kleber Leite teve sua gestão caracterizada por negociar mais de 100 jogadores. Ao voltar para o clube, no último trimestre de 2006, não fugiu à tradição e, já na reformulação do elenco para 2007, contratou sete atletas: os zagueiros Thiago, do Fluminense, e Moisés, do Cruzeiro, o lateral-esquerdo Gérson Magrão, do Feyenoord, o atacante Leonardo, do Paraná, além do lateral-direito Luizinho e dos volantes Leandro Salino e Jaílton, os três do Ipatinga-MG.
Agora, o sonho do dirigente flamenguista é o de contratar o atacante Nilmar, que defendeu o Corinthians em 2006. “Está tudo bem encaminhado. Só não vou confirmar porque só acreditarei ao assinarmos o contrato”, disse Kléber Leite. Mas ele ainda prometeu anunciar até terça-feira dois reforços ofensivos: Roni, do Atlético-MG, e Maicosuel, do Paraná.
E, se o Flamengo contrata, o Fluminense demite. Depois de quase ser novamente rebaixado à segunda divisão do Campeonato Brasileiro, o clube das Laranjeiras mandou embora todos os dirigentes do departamento de futebol e o entregou a Branco. O ex- jogador deixou a coordenação das divisões de base da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para assumir o novo cargo. Em sua chegada, prometeu trabalho, em parceria com o técnico Paulo César Gusmão, e o fim do “corpo mole” no clube.
“Acabou aquele negócio de atleta indisciplinado, de chinelinho, fazendo hora na maca. As pernas e cabeça dos jogadores têm que estar boas para entrar no campo e mostrar dedicação”, decretou Branco. E, para presentear a torcida, dois atacantes podem ser contratados até o Natal: Alex Dias, do São Paulo, e Jean, do Vasco.
Com uma política conduzida a mão-de-ferro pelo presidente Eurico Miranda, que, rescaldado pelas sucessivas crises financeiras, o Vasco optou por dar continuidade à promoção de valores revelados no clube, além da renovação de contrato do atual elenco. A principal vitória até o momento foi a permanência do técnico que deixou o time em sexto lugar no Campeonato Brasileiro: Renato Gaúcho.
Dos grandes clubes do Rio, o Botafogo é o que enfrentou maiores problemas até agora para se organizar. Em vez de contratações, tem somado perdas. O lateral-esquerdo Júnior César já disse adeus, enquanto o volante Clayton negocia sua ida para o Fluminense ou Flamengo. E o número de despedidas sobe para cinco com as dispensas do lateral-direito Rui, do zagueiro Scheidt e do atacante Wando.
A saída para o Botafogo passou a ser suas divisões de base. A solução não motivou o técnico Cuca. “Tem que ter uma base para puxarmos algum jogador quando necessário. E, nisso, o Botafogo precisa evoluir”, avisou. O meia Felipe Bastos, da seleção brasileira Sub-17, é o mais cotado para ser promovido.
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