05/02/2007 08h00 – Atualizado em 05/02/2007 08h00
Estadão.com
O técnico brasileiro Carlos Alberto Parreira comandou nesta segunda-feira sua primeira sessão de treinamentos como técnico da seleção sul-africana de futebol, no Estádio FNB, em Johanesburgo.
Neste primeiro treino, que começou às 9 horas (5 horas de Brasília), os jogadores mostraram garra e vontade de impressionar Parreira, segundo a agência local “SAPA”. A má notícia do treino foi a lesão no tornozelo de Simphiwe Tshabalala, convocado pela primeira vez, que teve que deixar o campo depois de correr por apenas dez minutos.
Três torcedores e trabalhadores da construção assistiram ao primeiro treino de Parreira, que conversou no meio do campo com seus dois assistentes sul-africanos, Pitso Mosimane e Khabo Zondo.
A equipe da seleção sul-africana de futebol não estava completa e, segundo a porta-voz da Associação Sul-Africana de Futebol, Gugu Marawa, os outros jogadores se unirão à equipe ao longo desta Segunda.
Na primeira partida sob o comando de Parreira, a equipe sul-africana joga contra Chade, na capital desse país, Ndjamena, em 24 ou 25 de março, pela etapa classificatória da Copa da África de Nações.
Na quinta-feira, o técnico brasileiro, que, no fim de fevereiro, completará 64 anos, admitiu em entrevista coletiva que está “um pouco preocupado” com o pequeno número de gols marcados pela seleção sul-africana. “Tecnicamente, os jogadores são bons, mas é preciso se concentrar em marcar mais gols, porque adianta nada jogar bem sem marcar gols”, acrescentou.
Parreira pediu paciência porque “não se pode ensinar um jogador a marcar gols em três dias” e destacou que “é muito importante se concentrar nas equipes jovens para a Copa do Mundo”, que será disputada na África do Sul em 2010. “Ainda há nove jogadores de 2002 na seleção e a equipe não se renovou em cinco anos”, acrescentou.
O técnico estabeleceu o objetivo de chegar às quartas-de-final da Copa de 2010, mas avisou que ninguém deve esperar por “milagres”. “Este é um longo processo e nosso primeiro objetivo é a classificação para a Copa da África, que será disputada em Gana no ano que vem”, afirmou.
Carlos Alberto Parreira chegou à África do Sul em 26 de janeiro para treinar a seleção de futebol do país, que não obteve nenhuma conquista internacional e não se classificou para a Copa de 2006, na Alemanha.
O salário mensal de Parreira, de aproximadamente US$ 257 mil (cerca de 540 mil reais), gerou fortes críticas no país, porque o treinador ganha em um mês mais do que a renda anual do presidente Thabo Mbeki.





