11/07/2007 16h52 – Atualizado em 11/07/2007 16h52
Terra
Os boxeadores latino-americanos vão procurar não baixar a guarda nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro apesar do favoritismo de Cuba e dos Estados Unidos, os maiores ganhadores de medalhas no ringue. Cuba, que levou seis ouros no boxe em Santo Domingo em 2003, além de Estados Unidos, Brasil e Venezuela serão as únicas delegações que participarão com equipes completas de 11 boxeadores no evento continental. “No Rio não haverá um domínio hegemônico de cubanos e norte-americanos, pois aumentou muito a qualidade dos boxeadores na região”, opinou Jorge Guzmán, vice-presidente da Associação Internacional de Boxe (AIBA). Em busca da supremacia regional, 125 pugilistas trocarão golpes a partir do dia 20 de julho no Centro de Convenções Riocentro. Os cubanos são considerados os reis do boxe desde os Jogos Pan Americanos de Cali, na Colômbia, em 1971. Entretanto as forças estão distribuídas entre várias nações. “Hoje existe mais equilíbrio na região, com boxeadores de peso da Venezuela, República Dominicana, Porto Rico e Brasil”, disse Guzmán à Reuters. No Pan 2007, os cubanos serão protagonistas novamente, apesar de três de seus campeões olímpicos terem desertado em dezembro para abraçar carreiras profissionais. “É um grande desafio para nós superar as seis medalhas de ouro de Santo Domingo em 2003, mas tenho confiança nos rapazes”, disse Pedro Roque, treinador da equipe cubana. A principal estrela da equipe será Guillermo Rigondeaux, bicampeão olímpico dos 54 quilos nas Olimpíadas de Sidney em 2000 e Atenas em 2004. “A luta mais difícil para mim é o treinamento, pois quando você se prepara bem não há adversários difíceis”, disse Rigondeaux, que almeja as marcas de Félix Savón (91 quilos) e Teófilo Stevenson (mais de 91). Savón e Stevenson, já aposentados, ganharam três medalhas de ouro na história dos Jogos Olímpicos. Cuba ganhou 71 ouros, 14 pratas e 14 bronzes na história do boxe nos Jogos Pan-Americanos. Os Estados Unidos conquistaram 29 ouros, 30 pratas e 41 bronzes desde os jogos de Buenos Aires, em 1951, até Santo Domingo em 2003.




