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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Jundiaiense é vítima em tragédia

19/07/2007 15h11 – Atualizado em 19/07/2007 15h11

Bom Dia SP

O gerente de operações do Banco Real, o jundiaiense Rodrigo Spiandorim Benachio, 29 anos, é uma das vítimas da tragédia com Airbus da TAM, na noite de anteontem, no aeroporto de Congonhas. Ela voltava de viagem a Porto Alegre à serviço da instituição. O corpo ainda não foi identificado por parentes. Benachio, que trabalhava na sede do banco, na avenida Paulista, em São Paulo, estava entre os quatro funcionários da instituição mortos no acidente. (leia ao lado). O avião saiu da capital gaúcha na terça à tarde, derrapou ao pousar no aeroporto de Congonhas e colidiu contra o depósito da TAM que fica no lado aposto da avenida Washington Luís. Em estado de choque, a família, que mora no bairro da Colônia, em Jundiaí, não se pronunciou sobre a morte de Benachio. Casado com a bancária Lígia Benachio, não tinha filhos e iria completar 30 anos no dia 3 de agosto. Em nota oficial, a direção do Banco Real informou que, “em respeito aos familiares, aguardará a finalização dos procedimentos legais para a divulgação de informações adicionais”. O comunicado diz ainda que “a instituição prestará todo o apoio pessoal e profissional aos familiares”. Antes do anúncio da lista de passageiros pela TAM, alguns amigos do jundiaiense chegaram a reuniu informações de que o vôo estaria superlotado (overbooking). Isso traria a possibilidade de que Benachio não tivesse embarcado no vôo JJ 3054. A morte, no entanto, foi constatada em comunicado oficial da empresa. Alguns de seus amigos e parentes chegaram a pensar que, pelo fato de o avião estar superlotado, Rodrigo pudesse estar entre os passageiros que não teriam embarcado. “Era uma hipótese, mas não aconteceu”, diz o amigo Glaudir Chaves, 38. Palmeirense “roxo”, adepto da comida italiana e considerado uma pessoa alegre, extrovertida e inteligente, Benachio morava em uma casa na rua avenida Dr. Hélio Campos, no bairro da Colônia, e trabalhava em São Paulo. Ele estava há um ano na sede do Real, onde atuava em um departamento relacionado a taxas bancárias. Antes de ser transferido, passou pela agência do banco localizada na rua Vigário J.J Rodrigues, em Jundiaí, e trabalhou em uma concessionária Suzuki. No currículo, um curso técnico em mecânica pela Unicamp (Universidade de Campinas) e a graduação em Administração de Empresas pela PUC Campinas (Pontifícia Universidade Católica). Entre seus planos, estava o desejo de construir carreira. “Ele viajava o país inteiro, e sempre gostou muito do trabalho”, disse, emocionado, o tio e padrinho Antônio Mantovani Sobrinho, 70. “Existe um vazio grande dentro da gente; uma sensação de impotência.” Animado, ele também conquistava a todos com sua simpatia. “Ele era boa gente, tinha um Pálio e um Citroen que eu limpava sempre”, disse o lavador de carros Leonildo da Silva, 35. Mantovani culpa a falta de atenção do poder público em relação ao caos aéreo atual no país. “Aqui no Brasil a vida humana não vale nada”, afirma.

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