04/01/2008 11h19 – Atualizado em 04/01/2008 11h19
Gazeta Press
Emerson Leão iniciou seu terceiro trabalho como treinador do Santos nesta quinta-feira, dia da reapresentação do elenco que era comandado pelo desafeto Vanderlei Luxemburgo. E no seu primeiro dia no CT Rei Pelé, Leão não poupou críticas a boa parte dos feitos de que Luxemburgo se vangloriava em sua terceira passagem no Santos. “As dificuldades envolvem setores. Dirijo o futebol e prefiro falar sobre esse”, iniciou o ataque Leão, que, contudo, não se limitou a protestar contra o que herdou em sua área. Investimentos exagerados em patrimônio e departamento médico também não foram poupados. A política de contratações de Luxemburgo era o primeiro e mais fácil alvo de Leão. Sempre criticado por reforçar o clube com jogadores do paranaense Iraty, clube dirigido pelo amigo Sérigo Malucelli (entre os quais, apenas Cléber Santana vingou), o antigo treinador trouxe 15 atletas para a Vila Belmiro em 2006, quando retornou do Real Madrid. Destes, apenas o goleiro Fábio Costa e os meio-campistas Maldonado e Rodrigo Tabata permanecem no elenco. Hoje, os tempos são de “vacas magras”, como definiu Leão. “Quando saí do Atlético-MG, o Geninho chegou e disse que era o trabalho ficou fácil, pois já existia uma base. Não é o caso do Santos. Temos muitos jogadores emprestados, alugados, e pouco definidos. É bom que a torcida saiba que teremos dificuldades nesse inicio de campeonato. Pensei que o Santos fosse um pouco mais ligth, mas não é”, reclamou. Em sua apresentação, o técnico havia dito que retornara ao Santos justamente em busca de um trabalho ligth. Entre os “indefinidos”, no entanto, estavam Baiano, Alessandro, Adaílton, Antônio Carlos, Leonardo, Rodrigo Souto, Adriano, Pedrinho, Petkovic, Marcos Aurélio e Moraes. Dos onze, Alessandro, Adriano, Rodrigo Souto e Marcos Aurélio renovaram contratos, Adaílton e Pedrinho ainda negociam (ambos têm propostas de outros clubes) e Moraes continua com vínculo vigente até o final do mês.






