02/02/2011 15h53 – Atualizado em 02/02/2011 15h53
RE: artigo – O inimigo de Dourados está solto
O inimigo (a corrupção) começa pelo próprio cidadão que tenho a plena certeza que daqui 4 anos vai escolher erradamente seus dirigentes
Graziela Moura
Caro colega Eleandro, o primeiro passo para o combater a corrupção começa com a atitude de cada cidadão. Aceitar a formação de uma oligarquia para assumir o poder a partir de domingo, dia 06, para mim já é um bom caminho andado. Aceitar que Ari Artuzi e Cia fiquem soltos, nas ruas, andando normalmente, morando bem e andando de carro zero comprados com dinheiro público, é outro. Aceitar que 9 vereadores afastados continuem recebendo seus salários de 6 mil reais, é uma afronta. Aceitar que a democracia seja ferida na posição do Tribunal de Justiça desse Estado, comandado pelo senhor governador André Puccinelli, aceite o arquivamento de processos contra ex-prefeitos de Dourados e outros, e aceite coligações horrosoras em nome do poder, é outro.
O inimigo (a corrupção) começa pelo próprio cidadão que tenho a plena certeza que daqui 4 anos vai escolher erradamente seus dirigentes porque, infelizmente, não tem formação política para entender o que acontece ao seu redor. Aceita água de um cano vindo de escola. Aceita pagar IPTU enquanto paga o conserto do carro quebrado.
Dá vontade de virar punk, anarquista, ou qualquer coisa parecida, mas sei que não é por aí e sei que isso só vai mudar quando cada um entender que realmente tem o poder na mão, e escolher melhor, se informar, questionar e não fazer acertos, seja ele qual for, por cargos, por trocas, negociatas baratas porque isso também é corrupção.
O senhor Odilon poderia ajudar muito sim, combatendo a corrupção e prendendo corruptos, sejam eles menores ou maiores. Mas a justiça desse país sabe o que faz? Abre sindicância contra magistrados que prendem prefeitos, vereadores, e que tratam por igual servidores da justiça. Isso também é corrupção.
Isso não é companha contra, mas infelizmente, não acredito na oligarquia formada para a próxima gestão. O senhor Murilo esteve a frente do parlamento na esfera federal e na vice-governadoria do Estado, e nada fez por Dourados e, muito menos, para o combate à corrupção. Não acredito nele e nem na equipe dele, incluindo aí o Tetila, Delcídio e João Grandão que, por muito tempo, vesti a camisa defendendo ideias e bandeiras.
O inimigo de Dourados não é o Ari Artuzi, é a falta de consciência política, de formação, de informação das pessoas que estão por aqui que, de alguma forma, também são corruptas em suas atitudes. Parece arrogância, mas é a pura verdade. E a farra continua enquanto a população não exercer o papel que lhe cabe: de controle social, através dos movimentos populares, dos conselhos, sindicatos, comitês, comissões e etc que hoje são, em sua maioria, pelegos de grupos políticos, ou seja, exercem também a corrupção. Lembrando que todos os documentos da administração pública são públicos, portanto de acesso público.
Enfim, concordo que a coragem é um dom nobre revelado com ação. Temos que ter coragem quando fazemos defesa das ideias, de pessoas, das políticas. E temos que ter coragem de combater a corrupção que começa dentro de casa, nas atitudes, no comportamento, nas ideias, na essência, na formação. Mas, o Brasil é o país de um futuro presente. Ainda creio!
Seja novamente bem vindo a Dourados!






