05/05/2012 10h15 – Atualizado em 05/05/2012 10h15
Da Redação
Um estudo feito pela Faculdade Acadêmica de Ashkelon, em Israel, mostra os efeitos do estresse durante a gravidez. O estudo foi feito com mulheres que vivem o dia a dia do conflito entre judeus e palestinos, mas a pressão da vida diária no trabalho e numa grande cidade brasileira também podem prejudicar essa fase tão importante da vida da mulher. O estudo mostra que os filhos de mães que se estressaram muito no primeiro trimestre de gestação têm menor nível de ferro no sangue. O obstetra e psicanalista do Hospital Conceição, ligado ao Ministério da Saúde, Celso Melgaré, explica que durante a gravidez a mulher precisa de mais ferro por causa da formação do bebê.
“Há um consumo maior de ferro, uma exigência maior de ferro na constituição de todo esse sistema novo que se junta ali, que é o organismo do bebê, a placenta, a quantidade de hemácia que ele também vai ter, então, a gestante é comum isso ela entra numa certa anemia fisiológica até pela diluição do sangue, diminui o número de glóbulos vermelhos proporcionalmente.”
O especialista orienta a mulher na gravidez a procurar grupos de terapias para prevenir doenças que surgem por causa do estresse.
“Primeiro que o sofrimento faz parte da vida. O ser humano nasce no desamparo, se não tiver alguém para cuidar o bebê não sobrevive, então, praticamente ele entrega a vida para o pai e para mãe. Mas, hoje a situação da vida é como se a gente fosse dar analgesia, anestesia para tudo e nós não temos que dar analgesia para tudo, nós temos que ajudar a pessoa a compreender isso e superar. É bom que a gestante se prepare para viver emocionalmente essa experiência de ter um filho.”
É importante lembrar que a Organização Mundial de Saúde recomenda o uso preventivo do ácido fólico, vitamina que protege o bebê de doenças, e do ferro para toda grávida, mesmo que ela não tenha anemia.
(*) Com informações da Agência do Radio






