18/09/2013 15h37 – Atualizado em 18/09/2013 15h37
Pianista de 30 anos ficou famosa na internet por tocar com o veio ao mundo
A musicista diz que a sociedade brasileira é conservadora, por não aceira que mulher seja inteligente e bonita, mas ao mesmo tempo vende a bunda das suas mulheres como cartão postal
Rafael Gomes
Depois de ganhar notoriedade no Brasil e até no exterior com os vídeos em que toca piano nua para protestar contra a desigualdade entre gêneros, Suzy pianista sexy, como era conhecida antes de ter sua identidade revelada, ataca novamente.
Agora famosa, a catarinense Rita Tibes, 30, está assustada com a repercussão do seu blog: clique no link, e diz que o Brasil é lugar de gente hipócrita. “Um país que vende a bunda das suas mulheres como cartão postal. Uma gente que anda praticamente pelada no carnaval; mostram tudo, para o mundo inteiro ver, e todos aplaudem, agora querem me criticar?”. Afirma e interroga, ela.
QUADRADINHO DE OITO
A Pianista diz que algumas pessoas não sabem diferenciar um trabalho de bom gosto, da bandalha. “Vamos perguntar, quantas vezes elas já foram assistir um concerto, um solo de piano, uma apresentação de música clássica, quase 90% dos brasileiros ou até mais, nem sabem do que estou falando”. Gostam mesmo é do quadradinho de oito, desabafa.
E ainda alfineta os conservadores: “A sociedade não aceita que uma mulher seja bonita e, ao mesmo tempo inteligente e culta. É puro machismo, é ignorância. Os homens do nosso país têm baixa auto-estima. Tem medo da concorrência, seja na carreira ou na vida”. E ainda conclui: “O pior de tudo é saber que existem mulheres que pensam da mesma maneira. Temos a liberdade de agirmos da forma de quisermos com o nosso corpo, podemos ser putas ou santas, mas se não fizermos nada sempre seremos tachadas de vadias”, dá a nota final.
“Nós mulheres, devemos ter o domínio do nosso corpo, seja nos desejos sexuais, na família, ou na carreira. Acho retrogrado e cruel, as religiões, os homens, e as leis não permitirem tais escolhas. Nesse país não podemos escolher se queremos ou não termos um filho, seja em qual circunstância for; se não entenderam essa necessidade ainda, acho pouco provável que entendem minha forma de protesto e meu trabalho”, finaliza ela.







