24/05/2018 15h59
Fibria e Eldorado também sofrem com transporte devido à paralisação dos caminhoneiros; movimentação de apoio é grande na Ranulpho Marques Leal
Gisele Berto
Andar por Três Lagoas, hoje, é encontrar filas de carros tentando abastecer e muitos caminhões e carretas parados nos acostamentos da rodovias e avenidas.
Na Ranulpho Marques Leal, o retrato é de carretas carregadas de eucalipto carregadas de toras que iriam abastecer a linha da Eldorado, vindas do Horto, paradas no acostamento.
O fluxo de veículos de passeio, ambulância e cargas vivas está normalizado e o movimento é pacífico, mas as filas de carretas ocupam os dois lados da via.
Já as carretas da Fibria, que vão descarregar celulose no terminal modal em Aparecida do Taboado, ficam paradas na volta, também ocupando o estacionamento.
A Fibria afirmou, via departamento de comunicação, que a linha de produção segue normalmente até agora.
A Eldorado esclareceu, em nota, que “sua operação está impactada pelo protesto dos caminhoneiros. Os reflexos são percebidos pelo fechamento das rodovias e os bloqueios que proíbem a passagem de caminhões para os terminais portuários, onde ocorre 90% de nossas movimentações destinadas à exportação. O transporte da madeira do campo para a fábrica está interrompido e a unidade passará a operar em ritmo reduzido caso a greve continue.”
Em frente ao posto São Luiz está montada uma base onde voluntários distribuem café, lanche e até churrasco aos manifestantes. O alimento é rateado entre os caminhoneiros ou doado, como foi o caso do SINTIESPAV-MS, que por iniciativa do presidente Nivaldo da Silva Moreira doou 1600 copos de água ao movimento.








