12/06/2018 11h04
Análise é feita a cada seis meses para evitar infestação
Gisele Berto
Equipes de engenheiros ambientais, técnicos e veterinários fizeram uma varredura na grama da Circular da Lagoa Maior na manhã de hoje, 12, para coletar parasitas e avaliar se há presença de carrapato-estrela na área. O carrapato-estrela é o transmissor da febre maculosa e da babesiose equina e pode ter como um de seus principais hospedeiros a capivara.
A análise, feita com o apoio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e de equipes de funcionários municipais, se estendeu por toda a manhã e não identificou presença de nenhum parasita.
A bióloga Geórgia Medeiros, da Secretaria Municipal de Saúde, participou da ação e explicou como a análise foi feita. “Consiste em passar uma esteira feita de pano branco e, com isso, caso tenha algum carrapato ele cai por cima ou se prende na parte de baixo do tecido. A cada poucos metros, paramos e vemos se tem algum parasita e, caso fosse encontrado, esse seria armazenado em um frasco com álcool 70% e encaminhado para análise”, afirmou.
Todo material coletado, que também é identificado por área de coleta A, B, C ou D do perímetro da Lagoa Maior, será enviado para o Laboratório Central de Mato Grosso do Sul (Lacen/MS), onde seria analisado para averiguar presença de contaminação por febre maculosa. “O único que transmite essa doença é o carrapato-estrela ou, também conhecido como micuim da espécie Amblyomma cajennense infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii”, enfatizou Geórgia.
O secretário da pasta de Meio Ambiente e Agronegócio, Celso Yamaguti, explica que esse trabalho é realizado a cada seis meses e essa é a terceira vez que é feito na atual gestão. “Sempre realizamos o controle de doenças e vetores na Lagoa Maior, pois é um local que tem constante presença de pessoas que convivem com os animais que ali habitam. Nas vezes anteriores, assim como nessa, não foram identificados carrapatos-estrela na Lagoa”, disse.
Em relação a coleta nas capivaras, Celso explica que o procedimento foi feito visualmente, pois não é permitido tocar nos animais sem a devida autorização do Instituto de Meio Ambiente de MS (Imasul) e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).





