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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Suzano emite R$ 4,68 bilhões para compra da Fibria

27/06/2018 08h56

Operação foi anunciada ontem à noite, confirmando que a companhia passou a olhar outras alternativas além da emissão de bônus no mercado internacional

Redação

Como parte da estratégia de alongar um empréstimo-ponte bilionário que compõe o pacote de financiamento de compra da Fibria, a Suzano Papel e Celulose vai emitir R$ 4,681 bilhões em debêntures que terão um único investidor, o Bradesco. A operação foi anunciada ontem à noite, confirmando que a companhia passou a olhar outras alternativas além da emissão de bônus no mercado internacional. O objetivo é ampliar os prazos da dívida associada à transação que dará origem a um gigante no mercado global de celulose de eucalipto.

Em entrevista ao Valor, o diretor financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Marcelo Bacci, disse que a operação é a primeira de uma série, em diferentes mercados, com o objetivo de alongar o empréstimo-ponte de US$ 6,9 bilhões. Convertidas para dólar, as debêntures somam US$ 1,25 bilhão, ou cerca de 20% do total que será refinanciado. O valor final poderá ser menor que os US$ 6,9 bilhões originais e estaria mais próximo de US$ 5 bilhões, na esteira da desvalorização do câmbio nos últimos meses.

“A Suzano vai monitorar todos os mercados e fará outras operações desse tipo nos próximos meses”, afirmou o executivo. A companhia, que anunciou em 16 de março um acordo de reorganização societária com a combinação de seus ativos aos da Fibria, já contratou também uma linha permanente, de US$ 2,3 bilhões em pré-pagamento à exportação, com prazo de seis anos.

A estratégia inicial para alongamento do empréstimo-ponte, que tem vencimento em três anos, era emitir bônus de sete, dez e 30 anos. Mas mudanças nas taxas de juros internacionais e no mercado local e de outras variáveis, como câmbio, levaram a Suzano a estudar outras possibilidades. “Estamos prontos para emitir bônus se houver oportunidade. Mas os custos neste momento não atendem à necessidade”, disse Bacci.

A emissão de debêntures a 112,5% do CDI, após um swap para dolarizar a dívida, explicou o executivo, resultou em custo considerado atraente, de 5,74%.

Conforme o executivo, a Suzano recebeu propostas de diversos bancos e acima do valor levantado na captação anunciada na noite de ontem e segue conversando com instituições financeiras acerca de novas emissões. Operações incentivas, uma nova debênture, pré-pagamento à exportação e bônus no mercado internacional, entre outras possibilidades, seguem no radar da companhia. “Estamos olhando o custo em dólar e o prazo de oito anos ou mais”, afirmou.

(*) Valor Econômico

Fibria. (Foto: Divulgação).

Bacci, diretor financeiro:

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