28/06/2018 16h09
Novas empresas que vão se instalar, mais a retomada da UFN3, geram expectativa em moradores e no poder público; veja vídeo com a entrevista completa abaixo
Gisele Berto
Não são só os trabalhadores desempregados de Três Lagoas que estão ansiosos pelo novo horizonte que se desenha na cidade, com novas empresas chegando e postos de trabalho, que haviam desaparecido, sendo retomados.
A Casa do Trabalhador, principal agente mediador entre empresas e cidadãos da cidade, também já começa a se preparar para um cenário mais otimista com vagas abertas.
“Vivemos uma recessão ano passado e fechamos 2017 com saldo negativo de empregos, apesar de termos sido a cidade que mais gerou empregos no Brasil em 2016. Neste ano o mercado está reaquecendo e esperamos fechar 2018 com saldo positivo”, afirma o diretor da Casa do Trabalhador, Welton Alves.
Para quem está à procura de emprego agora, Welton sugere uma qualificação no setor logístico, o mais aquecido da cidade hoje.
“Vivemos crescimentos cíclicos. Hoje, o setor de logística é o mais aquecido. Do ano passado para cá foram contratados mais de 500 motoristas, com ou sem experiência”. Para quem quer entrar nesse setor, Welton dá um exemplo: “O curso de operador de empilhadeira, por exemplo, você faz em três dias e há demanda. E os salários são razoáveis, podem chegar a 2.500 ou 3 mil reais”.
As vagas, de maneira geral, são mais voltadas a trabalhadores com ensino fundamental e médio. Candidatos com ensino superior ainda têm mais dificuldade em se recolocar.
“Na realidade, nós não temos tanta demanda para atender profissionais com ensino superior. Isso é um problema do Brasil, mesmo. Quem tem nível superior já não tem garantia de emprego. Já oferecemos vagas de nutricionistas, enfermeiros, mas a maior possibilidade de conseguir trabalho é mesmo quem tem ensino médio, porque existe mais demanda”.
Welton ainda salienta que é necessário fazer o cadastro na Casa do Trabalhador e manter os dados atualizados. E, além de acompanhar a divulgação de vagas pela imprensa, é bom passar pelo atendimento presencial às vezes. “Costumam aparecem vagas depois de termos enviado a lista para a imprensa, e essas vagas são preenchidas durante o dia, porque muitas vezes a empresa tem pressa”.
Welton afirma que a cidade ainda enfrenta o problema de falta de qualificação dos candidatos para algumas vagas, embora seja menos do que no passado. “Por exemplo, estamos com vagas de Mecânico e Eletricista de Automóveis e Mecânico de Máquina Pesada e não temos mão de obra suficiente para preencher a demanda das empresas”.
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O FUTURO
A expectativa para os próximos meses são as melhores possíveis. Welton afirma que o anúncio da chegada de novas empresas e da abertura da UFN3 devem gerar grande procura por candidatos locais e, para isso, a Casa do Trabalhador está pronta para atender à demanda.
“Nós estamos felizes e preparados para receber essas empresas. Estamos lidando com essas novidades com muita responsabilidade, até na questão da divulgação. O país todo acompanha a mídia de Três Lagoas para saber como está a geração de emprego aqui. Se a gente dá uma informação irresponsável, amanhã vai estar cheio de gente de fora da cidade aqui, abrindo uma concorrência maior para o morador local. Mas nós estamos preparados e bastante ansiosos e tenho certeza de que a Casa do Trabalhador vai conseguir atender tanto à UFN3 quanto à cervejaria e as outras empresas que estão chegando, sem aquele problema de fila. Estamos montando estratégias para humanizar o atendimento e trazer dignidade para o trabalhador de Três Lagoas”.
E serão muitas vagas: a expectativa é que o shopping gere 300 postos diretos. Semana que vem haverá uma reunião entre a Casa do Trabalhador, o Secretário de Desenvolvimento Econômico José Aparecido Moraes e os empresários responsáveis pelo shopping para alinhar as vagas que serão abertas.
Para a cervejaria há expectativa de mil novos postos de trabalho, além das empresas-satélite que devem ser implantadas com ela. Para a UFN3 não há um número, mas sabe-se que serão muitas.
COMÉRCIO
Além da indústria, o comércio voltou a contratar. Welton diz que ainda existe muita gente desempregada nessa área mas, apesar disso, o setor comercial está contratando. “Abrimos processo para a Montreal (loja do setor de roupas que abrirá onde funcionava a Seller) e tivemos umas 300 mulheres para entrevista. Isso mostra que há também a necessidade de as empresas abrirem espaço também para as mulheres trabalhadoras”.
O diretor afirma, apesar do comércio estar contratando, ainda existe uma quantidade grande de pessoas que precisam ser reinseridas neste setor, e que são pessoas que têm todos os cursos e preenchem os requisitos solicitados pelos contratantes.
Novas vagas no setor de comércio devem ser abertas em breve já que, em agosto, haverá a abertura de uma segunda loja da Gazin na cidade.
COMISSÃO DE EMPREGO E RENDA
Breve deverá ser constituída na cidade uma Comissão de Emprego e Renda para cuidar de todas as situações envolvidas no mercado social de trabalho. Algumas situações passam a ser monitoradas, como o combate aos agenciadores criminosos, pessoas que atuam como atravessadores e buscam trabalhadores de fora, cobrando muito dinheiro dos trabalhadores e tirando a chance dos três-lagoenses que precisam trabalhar. “São pessoas que causam uma disfunção social na cidade e estão sendo monitorados e combatidos”.
NOVIDADES NA CASA DO TRABALHADOR
Além da tradicional intermediação entre empresas e empregados, a Casa do Trabalhador presta uma série de serviços tanto para quem busca emprego como para quem contrata. Dar entrada no seguro desemprego e ajudar as pessoas na confecção do currículo são algumas delas. Além disso, para o segundo semestre a Casa começará, também, a confeccionar as Carteiras de Trabalho, desafogando um pouco o Ministério do Trabalho.
SERVIÇO
A Casa do Trabalhador fica na Rua Munir Thomé, 86, no Centro. O atendimento das 7h às 13h e os telefones são (67) 3929-1937 / 3929-1938






