27/07/2018 08h12
O mau desempenho de atividades-chave na indústria da cidade, como fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel-cartão e papelão e montagem de instalações industriais, ajudaram a puxar os números para baixo
Gisele Berto
Enquanto o Mato Grosso do Sul comemora a volta do saldo positivo de vagas no setor industrial, Três Lagoas registra mais alto índice de fechamento de vagas no semestre.
Os dados são do Radar Industrial da Fiems. A capital, Campo Grande, é a cidade que mais abriu vagas no período, com saldo positivo de mais de mil vagas.
Em todo o Estado, de janeiro a junho foram registradas 4.314 contratações e 4.188 demissões no setor industrial do Mato Grosso do Sul, gerando um saldo positivo de 126 postos de trabalho.
“O conjunto das atividades industriais em Mato Grosso do Sul encerrou o mês de junho de 2018 com 121.484 trabalhadores empregados, indicando elevação de 0,09% em relação a maio, quando o contingente ficou em 121.372 funcionários. Atualmente a atividade industrial responde por 19,1% de todo o emprego formal existente em Mato Grosso do Sul, ficando atrás dos setores de serviços, que emprega 193.998 trabalhadores com participação equivalente a 30,5%, do comércio, com 125.309 empregados ou 19,7%, e da administração pública, com 122.469 empregados ou 19,3%”, detalhou Ezequiel Resende, coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.
Três Lagoas
O detalhamento do estudo mostra que 50 municípios encerraram o período com saldo positivo de emprego. A Capital tem o maior saldo, com 1.080 vagas abertas. Em seguida aparecem Naviraí (+466), Aparecida do Taboado (+214), Ponta Porã (+181), Rio Brilhante (+172), Maracaju (+139), Eldorado (+123), Chapadão do Sul (+81), Costa Rica (+77), Amambai (+75), Nova Andradina (+70), Itaquiraí (+67), Paranaíba (+65), Sidrolândia (+56) e Água Clara (+55).
Três Lagoas puxa a fila dos municípios que mais demitiram. No período, 643 postos de trabalho foram fechados na cidade. Os municípios que acompanham Três Lagoas entre os com pior desempenho são Cassilândia (-491), Angélica (-214), Dourados (-138), Bataguassu (-126), Corumbá (-117) e São Gabriel do Oeste (-77).
O mau desempenho de atividades-chave na indústria da cidade, como fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel-cartão e papelão e montagem de instalações industriais, ajudaram a puxar os números para baixo. Apenas essas duas atividades geraram o fechamento de mais de 300 vagas no Estado.






