30/07/2018 17h00
Encontro realizado hoje em Corumbá conta com a presença de autoridades de Brasil e Bolívia
Gisele Berto
Em reunião realizada hoje, 30, no Centro de Convenções de Corumbá, autoridades de Brasil e Bolívia discutiram detalhes do projeto da Ferrovia Transamericana, um modal logístico que se estende 2,4 mil quilômetros entre o porto de Santos (SP) e o interior da Bolívia, valendo-se do traçado da estrada de ferro hoje existente.
Com ramais que vão da fronteira da Bolívia com o Brasil até o Estado de São Paulo, os produtos dessa região ganhariam patamar internacional, chegando a muitos países importadores. O modal logístico engloba 1,6 mil quilômetros de ferrovia, ligando o Porto de Santos a Corumbá e outros 600 quilômetros dentro da Bolívia, totalizando 2,4 mil quilômetros de linha férrea.
A reunião bilateral Brasil-Bolívia mostrou estudos já realizados sobre o projeto, que envolve desde a viabilidade econômica das malhas viárias existentes, os regimes regulatórios do sistema de transporte de cada país, leis aduaneiras e infraestrutura de transbordo e intermodal existentes.
O estudo de viabilidade econômica demostrou potencial para que a ferrovia escoe celulose, grãos (soja, milho e farelo), combustível, fertilizantes, ferro-gusa, minério de ferro, ureia, madeira e açúcar. Ainda não há uma estimativa de carga anual.
Para o vice-presidente regional da Fiems, Lourival Vieira Costa, a implantação de uma ferrovia que liga o município de Corumbá, na região norte de Mato Grosso do Sul, ao Porto de Santos, no Estado de São Paulo, vai reduzir os custos com logística para o empresário sul-mato-grossense.
“A ferrovia, sem dúvidas, vai reduzir custos para o empresário de todos os setores. Hoje, o transporte rodoviário custa caro e, com este novo modal, esperamos que seja barateado”, disse Costa, completando que os estudos de viabilidade do projeto de construção da ferrovia foram apresentados durante o encontro, envolvendo viabilidade econômica das malhas viárias existentes, os regimes regulatórios do sistema de transporte de cada país, leis aduaneiras e infraestrutura de transbordo e intermodal existentes.
“Defendemos que haja uma agilidade no andamento da implantação desta ferrovia, porque ver um projeto como este parado é triste, enquanto as rodovias estão abarrotadas. Acreditamos que o benefício será para todos, porque a região de Corumbá, e Mato Grosso do Sul como um todo, vai se desenvolver”, completou o vice-presidente regional da Fiems.
A viabilidade da ferrovia depende de vários fatores como a prorrogação por mais 30 anos da concessão da Ferroeste à Rumo, de um roadshow com empresários e o financiamento do empreendimento orçado previamente em US$ 2 bilhões.







