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sábado, 18 de julho de 2026

Agricultores de MS estão preocupados com a queda do dólar na reta final do plantio de soja

11/11/2018 10h10

A queda da moeda norte-americana veio justamente no momento em que muitos agricultores negociam contratos futuros

Redação

A queda do dólar nas últimas semanas já traz impactos no campo. Em Mato Grosso do Sul, agricultores estão preocupados com a rentabilidade da próxima safra de soja.

O agricultor Bruno Godoy, plantou neste ciclo, 450 hectares de soja, 80 a mais do que o ano passado. Na área que ele arrendou em Campo Grande, o plantio terminou no final de outubro, mas os insumos foram negociados bem antes, no final do primeiro semestre, quando o dólar estava custando bem mais.

“Na época o dólar estava mais ou menos uns R$ 3,90, quase R$ 4. Deu uma aumentada nos custos, mas como eu fechei contrato eu consegui pegar soja com um valor menor. De prejuízo, caso mantenha assim, dessa forma, acho de uns 10 a 15%, se cair mais, daí aumenta” disse o agricultor.

A maioria dos insumos como sementes, defensivos e fertilizantes é importada. Desta forma, o valor do dólar afeta diretamente nos preços na hora da compra e venda.

A queda do dólar veio justamente no momento em que muitos agricultores negociam os contratos futuros, que normalmente, são feitos para cobrir os gastos das lavouras.

Entre junho e setembro, a moeda norte-americana chegou a R$ 4,20. Em outubro, o dólar teve oscilações e nessa semana chegou a ser cotado a R$ 3,70.

O corretor de grãos, Herivelton Braga, diz que isso influenciou nos contratos. Apenas 27% da safra 2018/19 está negociada, 15% a menos que no mesmo período do ano passado.

“Muitos compradores não estavam comprando no mercado, justamente por causa dessa volatilidade, não se sabia ao certo o nosso cambio, então muitos comerciantes não foram tão agressivos no mercado”, afirmou Braga.

Com esse cenário, o corretor acredita que a margem de lucro poderá ainda ser menor do que os agricultores esperam.

(*) Informações G1

A queda do dólar nas últimas semanas já traz impactos no campo em Mato Grosso do Sul — Foto: Aprosoja-MS/Divulgação

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