O Senai participou do processo de capacitação dos detentos para realização das reformas
Os alunos da Escola Estadual Joselina de Almeida Xavier, no Bairro Jardim Guanabara, em Campo Grande, foram contemplados com a reforma da instituição graças à parceria entre o Senai e o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). A obra, realizada com mão de obra prisional, foi apresentada às autoridades nesta terça-feira (05/04).
Esta é a 13° escola pública em Campo Grande reformada por iniciativa do projeto “Revitalizando a Educação com Liberdade”. A comunidade recebe uma unidade escolar em melhores condições, os detentos aprendem uma nova profissão para se reintegrar à sociedade e os gestores públicos economizam recursos, gastando menos para contratar um serviço de qualidade.
O Senai participou do processo de capacitação dos detentos para realização das reformas. O gerente de educação do Senai, Rogaciano Adão Canhete Júnior, destacou que a parceria com o poder público visa a reinserção dos detentos na sociedade com a capacitação profissional. “Todos ganham. Tanto a comunidade escolar quanto os detentos. Além disso, os empresários e a indústria passam a contar com mão de obra qualificada no mercado, que é uma dificuldade que estamos tendo em todos os seguimentos”, afirmou.
Idealizador do projeto, o juiz Albino Coimbra Neto, titular da 2ª Vara de Execuções Penais do TJMS, ressaltou a importância do Senai para o projeto atingir um dos principais objetivos: a ressocialização. Conforme o juiz, a qualificação é decisiva para dar perspectiva de futuro aos participantes. “Tudo isso foi feito a partir do trabalho dessas pessoas. Isso mostra que eles são protagonistas de suas ressocializações. Estamos na 13ª escola e só está dando certo porque essas pessoas trabalham”, ressaltou.

Cerca de 20 detentos do regime semiaberto trabalharam no local. O prédio passou por reformas no piso, telhado, parte hidráulica e elétrica, além de pintura e revestimento nas salas de aula, administrativas e áreas comuns. Também foi entregue uma biblioteca completa em parceria com o MPT (Ministério Público do Trabalho).
União da comunidade escolar
A diretora da escola, Roselena Padoa Barbosa, relatou que, além dos benefícios estruturais, a reforma motivou os alunos, assim como resultou em uma maior participação das famílias na rotina escolar. Na unidade, estudam 190 alunos do 5° ao 9° ano do Ensino Fundamental.
“São duas transformações sociais: uma na educação, ao transformar a estrutura física da escola, instigando a vontade dos alunos estudar e permanecer mais tempo dentro do ambiente escolar; e a transformação penal, que dá aos detentos a chance de se reintegrar à sociedade, sair com um ofício, que é aonde entra o Senai, que esteve aqui todos os dias acompanhando”, lembrou a professora.
Assessoria de Comunicação





