Falecimento de uma aluna de 12 anos comoveu a direção do estabelecimento de ensino, assim como o corpo docente e os coleguinhas da estudante
Por Gabrielle Borges
Na tarde de ontem uma garota moradora do bairro Jardim Interlagos foi encontrada por familiares já sem vida em sua residência. A menina tinha 12 anos e estudava na Escola Municipal Irmã Sheila. De acordo com informações de amigos da família, ela levava uma vida normal como qualquer criança da mesma idade.
Família, amigos, alunos e professores seguem de luto, e chocados com essa tragédia, as aulas da Escola Municipal Irmão Sheila foram suspensas hoje em forma de luto pelo fato ocorrido.
Esse tipo de ocorrência, principalmente envolvendo os jovens segue em crescimento no Brasil, enquanto ao redor do mundo estão conseguindo diminuir, entretanto, conforme estudos divulgados na grande mídia, o Brasil enfrenta dificuldades para evitar o crescimento ano após ano.
De acordo com especialistas, esse tipo de ocorrência entre crianças e adolescentes é preocupante: “eles sempre dão sinais de que algo não vai bem”, alertam.
DEPRESSÃO INFANTIL EXISTE?
Muitas pessoas podem acreditar que não, afinal, vemos muitos casos de jovens, adultos e idosos com depressão, mas quase nada sobre crianças. Embora não seja muito frequente, elas também podem sofrer com o transtorno.
A manifestação da depressão na infância é de difícil identificação. Como a criança está em desenvolvimento, por vezes, os pais percebem certas atitudes e comportamentos como parte desse processo.
O tabu do suicídio é um fator importante a ser considerado em abordagem e na formação dos profissionais de saúde. O tema da morte na infância é uma pauta preocupante que atinge todo segmento da sociedade. Quando se trata de uma ocorrência extrema na infância, se aprofundar nesse tema fica muito complexo, além de ser mais difícil para os profissionais de saúde.

Para entender melhor o Perfil News entrou em contato com a Terapeuta, graduada em Psicologia, com Pós-graduação em Constelação Familiar Andrea Cardoso.
Perfil News: Depressão Infantil existe? Como ela se manifesta?
A depressão na infantil existe sim, com um aumento significativo depois da pandemia, a depressão e um estado mental, caracterizado por uma tristeza profunda, que persiste e cria uma aversão a atividade, pode afetar pensamentos, comportamentos, sentimentos e o bem-estar da pessoa.
Perfil News: Quais sinais são mais comuns no comportamento de uma criança que esteja passando por depressão?
A depressão infantil ela se manifesta mais comumente com um sono instável, irritabilidade, alteração nos hábitos alimentares (peso), sofrimento na hora de se separar dos pais, reclamações, birras entre outros diversos.
Chegar a um diagnóstico da doença da depressão e mais complexo quando se trata de crianças, pois elas apresentam maiores dificuldades em expressar suas próprias emoções.
Além disso, alguns comportamentos da criança costumam ser interpretado pela família como parte do processo natural de desenvolvimento e amadurecimento dessa criança, que está vivendo naquele momento.
Essa depressão infantil pode ter como causas traumas que vem de abusos, não só físicos mais mentais e emocionais, muitos conflitos em ambiente familiar, complicações durante a gestação, afinal começamos a receber os impactos emocionais externos a partir do momento em que somos fecundados, e outras patologias e traços de personalidade da própria criança.
Perfil News: Quais os cuidados que os pais devem tomar em relação a saúde mental de seus filhos para evitar que esse tipo de tragédia aconteça?
O cuidado que os pais devem ter em relação a saúde mental dos seus filhos para evitar esse tipo de tragédia e uma atenção redobrada ao comportamento do filho, além disso, uma atenção na validação das emoções que o filho possa estar trazendo.
“Eu costumo dizer que muitas vezes na nossa sociedade a criança não ela não e ouvida, não e vista neste sentido, então precisamos estar atentos a nossa responsabilidade perante a validação dos sentimentos das crianças”.
Perfil News: Como a família pode lidar com o luto de uma partida tão prematura?
Lidar com luto na nossa cultura e algo realmente complicado e difícil, já que nós valorizamos muito o corpo físico, de qualquer forma isso se torna ainda mais complicado por termos uma cultura de desconsiderar os sentimentos ditos como negativos, a melhor maneira de lidar com o sofrimento de forma construtiva e não evitar e sim acolher, reconhecer e compartilhar com amigos e familiares a nossa dor.
Conforme estudos de especialistas essas tragédias que têm se tornado cada vez mais comum fica como alerta, cuidar da saúde mental deve ser uma ação tão importante e presente na vida das pessoas quanto o cuidado com o corpo. Ou seja, da mesma forma que alguém se preocupa em estar bem fisicamente, é essencial que também se preocupe em estar bem emocionalmente. “Infelizmente, a maioria ainda não pensa dessa forma e o cuidado com a saúde mental acaba sendo um tabu, posicionamento que se agrava quando há o desenvolvimento de doenças relacionadas, como depressão, ansiedade e outras”, relatam os profissionais de saúde.
O conselho que eles dão é para ficarem atentos aos sinais emocionais que crianças e adultos expressão e procurem profissionais capacitados para superar tais problemas.




