Projeto inédito, criado em parceria com a Eldorado Brasil, irá acelerar o acesso às informações no campo
A conectividade sempre foi uma das maiores dores do mercado florestal no Brasil. Mesmo com o avanço tecnológico, que acelera o acesso à internet em áreas urbanas, os meios florestais continuam sem acesso adequado aos serviços de telecomunicações mais tradicionais. Desprovida de uma conexão eficiente, a coleta de dados para áreas florestais se torna um desafio, pois são locais que, hoje em dia, além de requererem uma rotina assídua de operação e pessoas responsáveis para recolher as informações ou lidam com uma grande limitação nos dados trafegados por meio das conexões satelitais tradicionais.
Atualmente, o sistema de coleta da Aiko, startup focada em gestão e automação de equipamentos, utiliza três formas de conectividade: redes móveis (3G e 4G), Wi-Fi e coletores M2M, esse último sendo uma tecnologia desenvolvida pela própria empresa. Porém, por conta das características dos locais de operação, os coletores M2M e Wi-Fi são os mais demandados e necessitam de boa conectividade para fazer com que o processamento de dados seja dinâmico e aconteça em tempo hábil.
Com o objetivo de aprimorar esse processo e reduzir o tempo dedicado ao recolhimento de dados da operação, a Aiko está desenvolvendo, junto com a Eldorado Brasil, uma nova alternativa. “Trata-se de uma solução inovadora, extremamente benéfica e de custo acessível, que chamamos de projeto StarAiko ou rede StarAiko”, informa Rafael Pereira, CEO da Aiko.
Segundo ele, o projeto utiliza equipamentos da Starlink, empresa de Elon Musk que disponibiliza internet via satélite para as mais diversas áreas, por meio de equipamentos de conectividade eficientes e mais acessíveis que os tradicionais.
Essa nova tecnologia que está sendo desenvolvida é composta por uma estrutura móvel, que possui uma antena de rede via satélite da Starlink. E também alimentação por bateria ou energia solar e dispositivos Wi-Fi industriais que amplificam o sinal para os dispositivos que estão próximos da torre de comunicação. “Dessa forma, as máquinas se comunicam com a Torre via WiFi e enviam para o servidor todos os dados processados por aquele computador de bordo, de maneira instantânea, via satélite”, explica Rafael Pereira.
As principais metas da fase de testes do protótipo são:
- Testar e avaliar tecnicamente o novo projeto de rede proprietária da Aiko;
- Avaliar o índice e a qualidade da conectividade das máquinas para descarga de informações instantâneas por esse canal de comunicação;
- Coletar feedbacks de possíveis melhorias do processo;
- Avaliar possíveis ganhos técnicos e financeiros do projeto.
De acordo com Vinícius Sousa, coordenador de sucesso ao cliente da Aiko e um dos gestores do projeto, a expectativa de resultado do protótipo é a redução do tempo de recepção dos dados no servidor e a otimização do tempo da equipe operacional de coleta de dados.
A Aiko já possuía, como inovação, os Coletores M2M que levaram uma grande transformação para o campo. “Mas com a StarAiko, temos como objetivo o desenvolvimento de uma rede proprietária que levará mais dinamismo, agilidade e eficiência para a coleta de dados”, informa Vinícius.
A Eldorado Brasil, no Mato Grosso do Sul, produz 1,8 milhão de toneladas de celulose por ano e os testes estão ocorrendo em um módulo de Colheita Florestal da empresa. “Fazer com que as informações e apontamentos cheguem de forma rápida aos gestores é um grande desafio e trará a possibilidade de análises e tomada de decisão mais rápidas”, explica Anderson Bobko, gerente de Colheita Florestal da Eldorado.
Sobre a AIKO
No mercado desde 2015, a Aiko tem em sua carteira clientes como a Anglo American, Veracel, Aperam, Eldorado, Vale, entre outras, para as quais oferece soluções relacionadas à gestão de frota, controle de combustível, manutenção de máquinas, entre outros.
Sobre a Eldorado Brasil
A Eldorado Brasil é uma empresa de base florestal com 10 anos de fundação. É a única do setor de celulose a conseguir antecipar, em um ano, a sua produção e atuar 20% acima de sua capacidade nominal. A companhia possui 260 mil hectares de florestas plantadas em Mato Grosso do Sul e a fábrica da empresa tem capacidade para produzir 1,8 milhão de toneladas de celulose por ano. Focada em geração de energia limpa e sustentável, além da produção proveniente da operação da fábrica, a companhia também opera uma usina termelétrica que gera 50 megawatts/hora de energia verde e renovável. Para tudo isso funcionar dessa maneira, a Eldorado conta com o trabalho de mais de 5 mil colaboradores no Brasil e em escritórios internacionais, alinhados aos valores organizacionais e direcionadores estratégicos do negócio.


