O orçamento de Ribas do Rio Pardo duplicou em comparação aos anos anteriores; em 2021 foi de R$ 120 milhões, já em 2022 subiu para R$ 188 milhões, chegando aos R$ 220,5 milhões em 2023
Já é notável a mudança profunda que o megaempreendimento da fábrica de celulose da Suzano trouxe a Ribas do Rio Pardo, que tem pouco mais de 20 mil habitantes. As obras seguem o cronograma com importantes evoluções e mesmo ainda em construção, a economia local já deu um ‘boom’. O orçamento da cidade previsto para 2023 é de R$220 milhões.

CIDADE TRANSFORMADA
O Perfil News conversou com o Prefeito de Ribas do Rio Pardo, Joao Alfredo Danieze. O Chefe do Executivo comentou sobre a evolução do município. A cidade está com novos imóveis sendo construídos, hotéis e inúmeros alojamentos margeando a estrada. Lojas cheias no comércio e um fluxo enorme de pessoas agora fazem parte da rotina da pequena cidade.

A transformação veio com o Projeto Cerrado. Anunciado em maio de 2021 e confirmado pelo Conselho de Administração da Suzano no início de novembro do mesmo ano, o Projeto Cerrado receberá investimento total de R$ 19,3 bilhões e, no pico das obras em abril de 2023, deverá gerar cerca de 10 mil empregos diretos. Hoje 6.500 trabalhadores atuam na obra.

“As obras estão acontecendo dentro do cronograma. Estamos felizes com os resultados de Ribas do Rio Pardo. A fábrica não ficou pronta, mas já mudou a cara da cidade. A economia está muito boa. Os comerciantes estão crescendo com a cidade. É motivo de orgulho para nós”, disse o prefeito ao Perfil News.
CADEIA ECONÔMICA
Prevista para entrar em operação no segundo semestre de 2024, a nova fábrica – que será a unidade mais competitiva da Suzano –, vai produzir 2,55 milhões de toneladas de celulose de eucalipto por ano, empregando 3 mil pessoas, entre colaboradores próprios e terceiros, nas áreas florestal e industrial, e movimentando toda a cadeia econômica da região.

As obras de construção da nova fábrica de celulose da Suzano, em Ribas do Rio Pardo, seguem o cronograma com importantes avanços registrados até o momento e o Prefeito já adiantou que novidades estão vindo ainda neste primeiro semestre de 2023.
“Em maio já começa mais uma fase. Estamos trabalhando para fazer a cidade conseguir abrigar os novos moradores. A procura está tão grande que não estamos com vagas nos hotéis. Na segurança estamos com reforço policial aos finais de semana. O setor imobiliário também está decolando e recebendo muitos investidores. Estamos moldando a cidade conforme as demandas que estão aparecendo”, contou.
FÁBRICA VERDE
De acordo com informações do diretor executivo Industrial de Celulose, Engenharia e Energia da Suzano, Aires Galhardo, o raio médio estrutural da base florestal que abastecerá a unidade é de apenas 65 km, inferior ao raio médio atual da Suzano, de aproximadamente 220 km. A logística inbound da unidade contará com 50% das operações feitas por veículos hexatrem, o que garante menores custos e emissão reduzida de gases de efeito estufa na atmosfera. O projeto também prevê o uso de equipamentos de última geração que são referência mundial em competitividade e sustentabilidade.

Seguindo o propósito da Suzano – que é “renovar a vida a partir da árvore” – e o conceito de inovabilidade, que consiste na inovação a serviço da sustentabilidade, a fábrica será a mais verde do setor. “Isso significa que ela foi estruturada de forma a garantir que a adoção das melhores práticas e a escolha de equipamentos resultem em uma fábrica competitiva e com importante contribuição ambiental”, detalhou Galhardo.
Para isso a unidade adotará a gaseificação da biomassa para substituição de combustível fóssil nos fornos de cal, um novo marco da Suzano em ecoeficiência. Como resultado, a empresa terá um excedente de aproximadamente 180 megawatts médios, energia que será exportada para a rede e que é suficiente para abastecer uma cidade com 2,3 milhões de habitantes por um mês.
MAIOR PROJETO DE CELULOSE EM CONSTRUÇÃO NO MUNDO
O Projeto Cerrado também contempla o uso eficiente da água na nova unidade, uma vez que 85% do volume captado no Rio Pardo será tratado no processo produtivo, antes de ser devolvido ao meio ambiente.

Além disso, a nova fábrica busca diminuir o seu impacto ambiental até o fim da linha de produção, ou seja, há uma preocupação com o destino correto dos seus resíduos. “Reduziremos em 70% o total de resíduos industriais destinados aos aterros e mais de R$ 80 milhões serão investidos nas Unidades de Conversação do Mato Grosso do Sul por meio de compensação ambiental”, ressaltou Aires.
CULTURA DA EMPRESA
Ao longo de todo o Projeto Cerrado, milhares de empregos serão gerados direta e indiretamente na região de Ribas do Rio Pardo De acordo com Galhardo, a construção da nova fábrica segue o princípio de “só é bom para nós se for bom para o mundo”, um dos direcionadores de cultura da companhia. “Nós sabemos que o sucesso do nosso negócio é fruto do desenvolvimento econômico e social”, disse o executivo.
Foto capa: Andrei Luiz All Drone’s





