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domingo, 10 de maio de 2026

Ginecologista é preso sob suspeita de abusar sexualmente de pacientes em Goiânia; várias denúncias foram feitas contra o médico

O médico ginecologista, Fábio Guilherme da Silveira Campos, de 73 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira (21), em Goiânia (GO), sob a suspeita de cometer crimes sexuais contra pacientes.

Fábio era servidor efetivo da Secretaria Municipal de Saúde e atendia no Centro Integrado de Atenção Médico Sanitária (Ciams) de Novo Horizonte.

De acordo com a Polícia Civil, o médico já havia sido denunciado pelos mesmos crimes há quase 30 anos.

Segundo a delegada Amanda Menuci, duas mulheres denunciaram ao Conselho Regional de Medicina (CRM) os crimes cometidos pelo médico em 1994. Uma delas, é testemunha nas investigações atuais.

Após a repercussão do caso, uma outra mulher disse também ter sofrido abuso em 2014. Ao todo, cinco vítimas foram identificadas.

Outras denúncias, que já prescreveram, de acordo com a polícia, as mulheres tinham 15, 16, 21 e 32 anos nas datas dos crimes.

Segundo a investigadora, o ginecologista dizia no consultório, que as pacientes precisavam ficar excitadas para a realização de exames. Nessa hora, ele tocava nos seios das mulheres e colocava a mão delas no órgão genital dele.

“Ele até pediu para uma delas fechar os olhos e pensar em coisas boas, e ejaculou na barriga dela”, disse a delegada ao portal G1.

Em junho deste ano, o médico foi agredido pelo marido de uma paciente.

Afastado

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que o médico “é ginecologista, servidor efetivo da Secretaria Estadual de Saúde, cedido ao município de Goiânia, com ônus para o Estado de Goiás”, lotado no Centro Integrado de Atenção Médico Sanitária (Ciams) Novo Horizonte desde 2014.

Neste período, a SMS afirmou que “não recebeu nenhuma denúncia contra o profissional”, mas ele está afastado desde 30 de junho.

A pasta informou ainda, que “não compactua com atos de desrespeito aos usuários e preza pelo acolhimento e qualidade da assistência”.

Também em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos são apuradas e tramitam em total sigilo.

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