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quinta-feira, 13 de junho de 2024

Arauco de Inocência deve produzir 65 milhões de terras plantadas ainda em 2024, diz CEO da fábrica

A produção de celulose no Mato Grosso do Sul está prestes a mais que dobrar nos próximos quatro anos, consolidando sua posição como o “Vale da Celulose”. Esse evento significativo será impulsionado pela autorização concedida pelo governo estadual para uma nova fábrica em Inocência.

A empresa chilena Arauco revelou que a nova fábrica terá uma capacidade de produção de 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano, com previsão de iniciar suas operações a partir de 2028.

Antes mesmo da autorização para a instalação da nova unidade, o Mato Grosso do Sul já se encaminhava para liderar nacionalmente a produção, com a eminente inauguração da fábrica da Suzano em Ribas do Rio Pardo, somando-se às já operantes em Três Lagoas e à da Eldorado, no mesmo município.

A soma das capacidades de produção dessas empresas ultrapassará os 10 milhões de toneladas de celulose por ano, superando com folga os 5,5 milhões da Bahia, atual líder nacional nesse setor.

Além dessas iniciativas, a presença da Bracell, uma das líderes globais na produção de celulose solúvel especial, também contribuiu para o cenário estadual. Desde o final de 2021, a empresa mantém áreas de cultivo de florestas em duas cidades sul-mato-grossenses para abastecer suas plantas em outras regiões do país.

A consolidação desse cluster, que reúne algumas das maiores e mais eficientes empresas de celulose do mundo, está reconfigurando a base econômica do Mato Grosso do Sul.

Arauco de Inocência deve produzir 65 milhões de terras plantadas ainda em 2024, diz CEO da fábrica
Foto: Ricardo Ojeda

Com essa expansão, de acordo com o G1, o estado mantém sua vocação agrícola ao explorar a silvicultura para abastecer as indústrias de celulose, ao mesmo tempo em que agrega valor à sua produção. As fábricas transformam a matéria-prima em um dos mais importantes insumos para a fabricação de uma variedade de produtos.

O governador do estado, Eduardo Riedel, destacou que essa transformação econômica exigirá uma colaboração significativa entre entidades públicas e privadas, mas espera-se que resulte na geração de inúmeros empregos para a população.

“O estado tem buscado projetos junto com a iniciativa privada que serão investidos em rodovias, ferrovias para poder dar condições competitivas para esses empreendimentos e geração de empregos. Não tenho dúvida de que nos próximos quatro anos muitos desafios serão apresentados e superados, mas grandes oportunidades virão para o nosso estado”.

Carlos Altimiras, CEO da Arauco Brasil, disse ao G1 que as obras de terraplanagem em Inocência devem começar em julho. A expectativa é produzir 65 milhões de florestas plantadas entre outubro e dezembro deste ano. Ele também prevê a geração de até 12 mil empregos quando as obras atingirem seu auge, o que representa um grande desafio para a empresa chilena.

“Em 2022, tínhamos 200 pessoas trabalhando na silvicultura, hoje temos mil pessoas. Nós somos uma empresa estrangeira, vamos precisar perto de 300 mil hectares plantados”, completou o executivo.

Arauco de Inocência deve produzir 65 milhões de terras plantadas ainda em 2024, diz CEO da fábrica
Foto: Ricardo Ojeda

Com informações Portal Celulose

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