Uma dona de casa de 24 anos, que prefere não se identificar por medo de represálias, relatou ao Campo Grande News um incidente ocorrido na tarde de terça-feira (6) no Ceinf (Centro de Educação Infantil) São João, em Ribas do Rio Pardo.
Sua filha de 4 anos, que tem TEA (Transtorno do Espectro Autista) e é muito sensível ao toque na cabeça, teve o cabelo cortado sem autorização. A mãe havia solicitado por escrito que não tocassem no cabelo da menina, pois ela mesma cuidava disso em casa e sempre mandava a filha com o cabelo preso devido ao risco de piolhos.
A mãe notou que a filha estava com o cabelo solto na segunda-feira (5), mas não questionou a escola. No entanto, ao buscar a filha na terça-feira, ela percebeu uma trança e inicialmente pensou que fosse um progresso da menina. Mas ao dar banho nela, a filha disse: “Mamãe, está faltando um pedaço do meu cabelo”. Ao soltar a trança, a mãe constatou que era verdade e ficou em choque.
Abalada, a mãe questionou a escola, mas ninguém soube explicar o ocorrido. Ela procurou a secretaria de educação e, não obtendo uma resposta satisfatória, foi à delegacia. Lá, foi informada de que o caso deveria ser registrado como lesão corporal, pois ninguém pode cortar o cabelo de uma criança sem autorização.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Educação da cidade para saber como o caso está sendo tratado. A assessoria respondeu que não fará nenhum pronunciamento até o fim das investigações e que a situação relatada pela mãe será rigorosamente apurada para identificar as responsabilidades e os autores.





