Durante o evento “Missão Ásia”, o governador Eduardo Riedel comentou sobre o projeto, que seria o 7º projeto de celulose em MS
Que Mato Grosso do Sul é a bola da vez quando o assunto é celulose não é muita novidade. Até 2028, o Estado pode ter até sete fábricas, sendo seis já confirmadas. Algumas em andamento, outras em negociação, podem fazer MS atingir aproximadamente R$ 100 bilhões de investimento no mesmo setor nos próximos anos.

Três Lagoas é a pioneira. A cidade foi a primeira de Mato Grosso do Sul a abrigar fábricas de celulose, sendo duas linhas da Suzano e uma Eldorado. Com a possibilidade de ter um projeto bilionário da segunda linha da Eldorado nos próximos anos.
A Suzano também tem uma fábrica recém-inaugurada em Ribas do Rio Pardo. A ‘caçula’ de MS entrou em operação ano passado. Com três unidades em operação, a indústria tem investimentos que ultrapassam os R$ 22 bilhões Ribas e R$ 7,5 bilhões em Três Lagoas, antes com a antiga Fibria (atual Suzano), projeto então conhecido como Horizonte 2. A Suzano reafirma sua posição de destaque na indústria de papel e celulose em Mato Grosso do Sul.
No vídeo abaixo a duas linhas que a Suzano Celulose possui em Três Lagoas (MS)
A empresa, que está no estado há quase duas décadas e responde hoje por quase metade da capacidade instalada de produção sul-mato-grossense — um total de 5,8 milhões de toneladas anuais — e é protagonista do chamado “Vale da Celulose”, região que concentra os maiores players do setor no Brasil.
Desde a inauguração da unidade VCP, primeira fábrica em Três Lagoas, em 30 de março de 2009, a capacidade de produção da companhia cresceu mais de 340%. Em 2017, a expansão com a segunda linha em Três Lagoas ampliou a capacidade para 3,25 milhões de toneladas. Já em 2024, a Suzano colocou em operação sua terceira unidade no estado, em Ribas do Rio Pardo. Batizado de Projeto Cerrado, o empreendimento recebeu R$ 22,2 bilhões em investimentos e adicionou mais 2,55 milhões de toneladas à produção anual da empresa.
PARA ENTENDER A CRONOLOGIA

2007 – A Votorantim Celulose e Papel (VCP) anuncia a construção do Projeto Horizonte 1, marco inicial para a transformação de Três Lagoas em referência mundial na produção de celulose.
2009 – A VCP se funde com a Aracruz Celulose, dando origem à Fibria, que rapidamente assume a liderança global do setor.
30 de outubro de 2015 – Lançamento da pedra fundamental do Projeto Horizonte 2, a segunda linha de produção da Fibria em Três Lagoas, ampliando significativamente sua capacidade industrial.
Abril de 2018 – Após aprovação dos acionistas, a Suzano Papel e Celulose adquire a Fibria por R$ 36 bilhões, criando a maior produtora mundial de celulose de mercado.
ELDORADO BRASIL – SEGUNDA LINHA




Como já falado acima, a Eldorado também quer ampliar seus negócios em Mato Grosso do Sul, dando continuidade à segunda linha em Três Lagoas. Além da indústria bilionária na cidade, ano passado, os proprietários Joesley e Wesley Batista, fizeram um anúncio da construção da nova linha da Eldorado Brasil, que pode contar com um investimento de R$ 25 bilhões.
PROJETO SUCURIÚ EM INOCÊNCIA, MAIOR DO MUNDO

Além disso, a Chilena Arauco, está com as obras a todo o vapor em Inocência. Com previsão de entrar em operação até 2028, a lógica de que um bom ambiente atrai grandes projetos e, consequentemente, investimentos pesados que logo são revertidos em desenvolvimento regional é mais que certa em Mato Grosso do Sul.
Uma das regiões que mais cresce atualmente no Brasil é o chamado Vale da Celulose, no bom e velho Bolsão, que rece um aporte volumoso: R$ 25 bilhões da Arauco.

Multinacional chilena, a Arauco destina US$ 4,6 bilhões para a unidade que ficará instalada no município de Inocência, próximo ao rio Sucuriú – daí vem o nome do projeto, que é o maior investimento da história da empresa, algo que mostra a capacidade de atração atual de Mato Grosso do Sul, fruto de um processo encabeçado pelo Governo do Estado.
BRACELL EM BATAGUASSU

Além disso, em 2025, o governador Eduardo Riedel assinou o termo de concessão de incentivos fiscais que garante a segurança jurídica necessária para viabilizar a instalação de uma nova fábrica de celulose em Mato Grosso do Sul. O investimento deve somar R$ 16 bilhões e é o primeiro de celulose solúvel do Estado, um dos maiores do Brasil atualmente.
A nova fábrica será erguida em Bataguassu e reforça o ‘status’ de Vale da Celulose da região leste de Mato Grosso do Sul, fruto de uma política voltada para a expansão econômica a partir das potencialidades sul-mato-grossenses, com diversificação e desenvolvimento das cadeias produtivas, além da criação de um ambiente propício para negócios.

E não para por aí, o Governo de Mato Grosso do Sul está de olho na segunda unidade do grupo indonésio RGE (Royal Golden Eagle) em Mato Grosso do Sul. Eles já atuam em MS através da unidade da Bracell em Bataguassu, que está definida desde maio. Há ainda uma planta prevista para Água Clara.
Durante o evento “Missão Ásia”, o governador Eduardo Riedel comentou sobre o projeto, que seria o 7º no Estado.




