Plano emergencial do Consórcio Caminhos da Celulose prevê intervenções entre os dias 13 e 18 de abril em três rodovias estratégicas do Estado
Por: Nathália Santos
Em fevereiro, o Consórcio Caminhos da Celulose iniciou um plano emergencial de reparos em 150 quilômetros de rodovias da Rota da Celulose, em Mato Grosso do Sul. Nesta segunda-feira (13), foi detalhada uma nova etapa desse cronograma, com 81 trechos de obras distribuídos em três rodovias estaduais e federais.
As ações fazem parte dos primeiros 100 dias da concessão, apresentados no dia 2 de fevereiro, em Campo Grande.
O plano emergencial inclui serviços como tapa-buracos, limpeza das pistas, manutenção de drenagem, roçada e reforço da sinalização. Segundo o consórcio, as intervenções já começaram na MS-040, considerada um dos pontos mais críticos em termos de segurança viária, e seguem de forma distribuída ao longo da malha concedida.
Entre os dias 13 e 18 de abril, serão executados:
• BR-267: 33 trechos
• BR-262: 25 trechos
• MS-040: 23 trechos
RODOVIAS CRUCIAIS PARA CADEIA DA CELULOSE
A concessão reúne 870 quilômetros de rodovias federais e estaduais que concentram fluxo intenso de caminhões ligados à cadeia produtiva da celulose. As intervenções emergenciais têm como objetivo melhorar as condições de tráfego e reduzir riscos de acidentes, enquanto projetos estruturais de longo prazo são preparados.
O consórcio informou que já está instalado no Estado, com sede em Campo Grande, e que prioriza a contratação de mão de obra local.
De acordo com a concessionária, não há possibilidade de redução das obras previstas em contrato. A flexibilidade prevista em edital se refere apenas a possíveis ampliações.
CONCESSÃO 870,3 KM DE RODOVIAS
O contrato de concessão abrange 870,3 quilômetros de rodovias e tem duração de 30 anos, com previsão de R$ 10,1 bilhões em investimentos. Entre as melhorias previstas ao longo do período estão duplicações, implantação de terceiras faixas, acostamentos, vias marginais e contornos urbanos.
O governo do Estado informou que irá acompanhar e fiscalizar a execução da concessão, a fim de evitar atrasos e descumprimento contratual.
As rodovias incluídas no projeto são:
• BR-262: entre Campo Grande e Três Lagoas;
• BR-267: entre Nova Alvorada do Sul e Bataguassu;
• MS-040: entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo;
• MS-338: entre Santa Rita do Pardo e o entroncamento com a MS-395;
• MS-395: entre o entroncamento da MS-338 e Bataguassu.
A concessão prevê a duplicação de 115 quilômetros ao longo de até oito anos. A maior parte das obras será concentrada na BR-262, com 101,7 quilômetros de duplicação, incluindo o trecho entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo e o contorno do município. Outros 13,5 quilômetros estão previstos para a BR-267, próximos à divisa com São Paulo, entre o sétimo e o oitavo ano da concessão.
PEDÁGIO
A cobrança de pedágio só poderá ser iniciada após a conclusão das etapas iniciais previstas em contrato, o que deve ocorrer a partir do 12º mês de concessão.





