A balança comercial de Mato Grosso do Sul registrou superávit – resultado positivo obtido quando as receitas superam as despesas – de US$ 1,8 bilhão em março de 2026, com exportações de US$ 2,55 bilhões e importações de US$ 751,6 milhões. O resultado foi impulsionado pela soja, que voltou a ocupar a primeira posição das exportações, após um período em que a celulose liderou os embarques estaduais.
Em março, a soja respondeu pela maior fatia das vendas externas, seguida por celulose e carne bovina. Além do fator sazonal, o câmbio segue como aliado da competitividade brasileira. Mesmo com oscilações recentes, o dólar em patamar elevado sustenta a atratividade da soja no mercado internacional, especialmente diante da demanda consistente da Ásia.
“A soja foi o principal produto que contribuiu para o superávit da balança comercial por dois fatores, devido ao momento sazonal referente à colheita da soja e por causa da quantidade ofertada de soja no mercado. Como a demanda pela soja brasileira permanece aquecida, mesmo com preços um pouco mais baixos na comparação com o mesmo período de 2025, a quantidade comercializada acaba contribuindo para o montante”, pondera o analista de Economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes.
No campo das importações, o gás natural voltou a liderar o ranking, seguido por caldeiras, álcool, cobre e máquinas de empacotar, o que evidencia a dependência energética do Estado.
Em março, o IPCA avançou 0,88% e o IGP-M registrou alta de 0,52% , sinalizando pressão persistente sobre custos, especialmente em insumos como combustíveis e fertilizantes.
(*) Ponta Porã News





