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Três Lagoas
quinta-feira, 16 de abril de 2026

Em Três Lagoas, promotor pede ajuda para identificar agressor de animal em caso de extrema crueldade


Promotor de Justiça do Meio Ambiente de Três Lagoas recebe denúncia anônima com imagens chocantes e pede ajuda da população para identificar os responsáveis por crime ambiental

A indignação tomou conta do promotor de Justiça do Meio Ambiente da comarca de Três Lagoas, Antônio Carlos Garcia de Oliveira, ao assistir a vídeos recebidos por meio de denúncia anônima. As imagens são perturbadoras e revelam um ato de extrema crueldade contra um filhote de tamanduá-bandeira.

No registro, um homem — sem camisa e usando boné — agride violentamente o animal indefeso. Ele desfere golpes, atinge a cabeça do filhote e, em um ato ainda mais brutal, arremessa o pequeno corpo com força à distância. Durante a gravação, uma segunda voz, possivelmente de um comparsa, chega a incentivar a violência, exaltando a “coragem” do agressor. No entanto, em meio à barbárie, o próprio interlocutor demonstra um momento de contradição ao exclamar: “coitado do bicho!”.

Mesmo sob brutal agressão, o animal ainda esboçou uma reação, utilizando as unhas para se defender e chegando a perfurar o braço do agressor.

RANCHO DE ALTO PADRÃO

O cenário onde ocorre a agressão aparenta ser um rancho de alto padrão, com casa estilo sobrado, piscina e jardim bem cuidado. Na garagem, é possível ver uma caminhonete azul escura, semelhante a uma Saveiro. Ainda não há confirmação exata da localização, podendo o fato ter ocorrido em outra região ou até mesmo em outro estado. Contudo, independentemente do local, trata-se de um crime ambiental grave, que deve ser rigorosamente punido em qualquer parte do país.

Após as agressões, o animal permanece imóvel, possivelmente desacordado ou já sem vida, o que intensifica ainda mais a gravidade da situação.

LEI DE CRIMES AMBIENTAIS

De acordo com a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), práticas como maus-tratos, caça e exploração de animais silvestres são passíveis de punição com multa e detenção. A legislação também proíbe a perseguição, captura ou utilização de espécies nativas sem autorização, prevendo pena de seis meses a um ano de prisão, além de sanções financeiras.

MOBILIZAÇÃO DA SOCIEDADE

O promotor recebeu dois vídeos contendo as cenas e ressalta que há indícios de que o crime possa ter ocorrido em uma pousada na região de Três Lagoas. Diante disso, ele faz um apelo direto à população: qualquer pessoa que reconheça os envolvidos ou tenha informações relevantes deve entrar em contato com urgência pelo telefone (67) 99965-4987.

A mobilização da sociedade é essencial para que esse ato de violência não fique impune — e para que a justiça seja feita em nome de um animal que não teve qualquer chance de defesa.

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