Manutenção em Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas lota hotéis e garante até 2% a mais de celulose após revisão de equipamentos
A Parada Geral nas fábricas de celulose de Mato Grosso do Sul deixou de ser apenas manutenção. Virou um movimento grande, estratégico e decisivo para a indústria e para a economia da Costa Leste. São milhares de trabalhadores, centenas de empresas e um impacto que começa na revisão da máquina e termina no aquecimento de cidades inteiras.
OPERAÇÃO DE GRANDE PORTE MOBILIZA TRÊS LAGOAS E RIBAS DO RIO PARDO
Em Ribas do Rio Pardo, a Parada Geral da Suzano que ocorrer entre dos dias 22 de março à 1º de abril de 2026, vai mobilizou mais de 3,3 mil profissionais, além de 72 empresas prestadoras de serviço. São 2,1 mil na manutenção industrial com 58 empresas e 1,2 mil na engenharia com 14 empresas.
O fluxo é tão grande que Ribas não comporta todos os trabalhadores. A demanda extrapola e movimenta também Campo Grande, lotando hotéis, restaurantes e aumentando o movimento até dos postos de combustível nas duas cidades.
Em Três Lagoas, a parada atual da Suzano está mobilizando 2,3 mil profissionais e 120 empresas. O movimento é tamanho que todos os hotéis estão sem vagas. A cidade ainda recebe engenheiros que trabalham na planta da Arauco em Inocência e pernoitam em Três Lagoas. No total, são mais de 5,6 mil trabalhadores nas duas operações.
GANHO DE PRODUTIVIDADE
O tamanho da operação da parada geral tem motivo: o ganho de performance de produtividade da fábrica. Após a revisão completa, o equipamento volta calibrado e revigorado. A máquina produz mais. Em uma fábrica como a de Ribas do Rio Pardo, que produz 2,3 milhões de toneladas por ano, 1% a 2% de eficiência a mais representa entre 23 mil e 46 mil toneladas adicionais no ciclo seguinte.
É produção extra sem construir nova fábrica. Por isso a parada geral deixou de ser um mal necessário e virou investimento importante. A máquina fica parada por vários dias, mas volta rendendo mais pelos próximos 12 a 18 meses.
EMPRESA DE TRÊS LAGOAS ATUA NA PARADA GERAL DA SUZANO
Nas imagens abaixo a equipe de Hidrojato da Birigui, empresa de Três Lagoas, teve atuação de grande destaque nas duas paradas da Suzano, na Caldeira de Recuperação H2. Com um efetivo de 210 profissionais, a empresa foi responsável por executar serviços essenciais para a manutenção e o bom funcionamento da unidade industrial.
As atividades envolveram operações de hidrojato, auto vácuo, hipervácuo e limpeza industrial, tanto mecanizada quanto manual, garantindo eficiência, segurança e alto padrão de qualidade em cada etapa do processo. O trabalho realizado foi fundamental para assegurar a confiabilidade operacional da caldeira, contribuindo diretamente para o desempenho da planta durante as paradas programadas.
A presença da Birigui reforça a importância da mão de obra especializada de Três Lagoas no atendimento às demandas de grandes indústrias, demonstrando competência técnica, agilidade e compromisso com resultados de excelência.



UNIDADE DE TRÊS LAGOAS
Em Três Lagoas a Suzano conta com duas fábricas em operação. Durante a manutenção programada da unidade será realizada em duas etapas: de 5 a 14 de abril, na fábrica 1; e de 15 de abril a 4 de maio, na fábrica2, envolvendo mais de 120 empresas. Quando uma linha para, a outra segue. O sistema garante que sempre haja unidade operando com eficiência máxima.
A Parada Geral é prevista pela Norma Regulamentadora nº 13 (NR13). O período inclui inspeções detalhadas, manutenções preventivas e corretivas e substituição de componentes essenciais. A preparação começa meses antes, com protocolos rigorosos de segurança e integração entre equipes próprias e terceirizadas.
Segundo Leonardo Mendonça Pimenta, diretor de Operações Industriais da Suzano em Ribas do Rio Pardo, a parada “permite revisar equipamentos, realizar melhorias e preparar a unidade para um novo ciclo com segurança e eficiência, mobilizando profissionais e empresas que fazem parte do desenvolvimento da região”.
Para Eduardo Ferraz, diretor de Operações Industriais da Suzano em Três Lagoas, “é um processo planejado que garante revisão de equipamentos, melhorias operacionais e preparação para novo ciclo produtivo, com foco em segurança, eficiência e sustentabilidade”.





