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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Suinocultura em MS cresce 50% e gera mais de 130 mil empregos

Entre a Rota Bioceânica e a agenda Carbono Neutro, setor projeta novo ciclo de empregos especializados

A suinocultura sul-mato-grossense consolidou-se em 2026 como um dos principais motores de empregabilidade e desenvolvimento regional. Com um crescimento expressivo de quase 50% nos últimos três anos, o setor não apenas ampliou sua produção, mas transformou-se em uma rede complexa que sustenta milhares de famílias no campo e na cidade. De acordo com dados da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e da Associação Sul-Mato-Grossense de Suinocultores (Asumas), a cadeia produtiva alcançou a marca de 32.000 empregos diretos. No entanto, o impacto real é muito maior. Pelo efeito multiplicador da proteína animal, que movimenta desde a produção de grãos (milho e soja para ração) até a logística de exportação e serviços especializados, estima-se que a suinocultura sustente entre 100 mil e 120 mil empregos indiretos no estado.

O avanço é fruto de uma política de Estado agressiva. Nos últimos anos, foram destinados quase R$ 2 bilhões em financiamentos via Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) especificamente para o setor, além de mais de R$ 300 milhões em incentivos fiscais diretos para modernização de granjas e plantas frigoríficas.

Para o Presidente da Asumas, Renato Spera, o sucesso do modelo sul-mato-grossense reside na segurança jurídica e no suporte institucional. “Temos potencial, sanidade e acesso a crédito. O Estado é parceiro e isso faz toda a diferença. Esse ambiente favorável permitiu que chegássemos a um status sanitário invejável, que abre portas nos mercados mais exigentes do mundo, como Singapura e Emirados Árabes”.

Durante encontro, o governador Eduardo Riedel destacou que a suinocultura exemplifica a estratégia de “industrializar o agro” dentro do Mato Grosso do Sul, agregando valor à matéria-prima local. “É uma cadeia estruturada, profissionalizada e com crescimento impressionante. Em três anos, avançou cerca de 50%. Mais do que posição em ranking, o que importa é essa curva consistente de crescimento que gera renda real para o trabalhador sul-mato-grossense”.

Com a plena operacionalização da Rota Bioceânica, a expectativa é que o número de vagas continue subindo. O setor projeta que a redução nos custos logísticos para o mercado asiático incentive a abertura de novas plantas de processamento, demandando ainda mais mão de obra técnica. Além disso, a suinocultura lidera a agenda de Carbono Neutro, com granjas investindo pesado em biodigestores para transformar dejetos em energia limpa, criando um novo nicho de empregos especializados em tecnologia ambiental.

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