Hibernada desde 2015, a UFN3 voltou a ser avaliada a partir de 2023, quando a Petrobras decidiu retornar ao segmento de fertilizantes, estratégico para o país
Mato Grosso do Sul vai exercer o protagonismo na produção de fertilizantes, tão logo ocorra a retomada e início das operações da UFN3, em Três Lagoas. Em entrevista coletiva esta semana para detalhar a produção da Fábrica de Fertilizantes da Bahia (Fafen BA), que teve produção reiniciada no início do ano, a presidente da Petrobrás, Magda Chambriard lembrou que a conclusão da UFN3 está em fase de contratação e que “ao ser concluída, com todas as quatro fábricas operando a Petrobrás terá capacidade de atender 35% da demanda nacional por fertilizantes”.
Do total produzido pelas quatro fábricas, conforme detalhou o gerente executivo de Processamento de Gás Natural, Wagner Felicio [também participou da entrevista], a UFN3 terá capacidade de atender 15% da demanda; Fafen BA – 5%; Fafen SE – 7% e Araucária (PR) 8%.
“A previsão de retomada é em 2029, com capacidade expressiva de produção e ureia e amônia, o que resulta na ampliação da competitividade do setor produtivo e fortalecimento da cadeia de suprimentos, gerando emprego e mais desenvolvimento. Uma grande conquista tanto para Mato Grosso do Sul, quanto para o todo o país. Vamos reduzir nossa dependência externa por fertilizantes e tendo a maior produção em nosso estado, com uma planta de capacidade bem robusta”, diz o economista e ex-secretário de Desenvolvimento do Estado, Jaime Verruck, pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos.

Cenário — As empresas vencedoras que vão retomar as obras da Unidade de Fertilizantes de Nitrogenados (UFN3), em Três Lagoas, já foram escolhidas pela Petrobrás. A retomada física das obras deverá ocorrer apenas em 2027. A previsão inicial era concluir a contratação das empresas executoras em 2025, mas o fechamento ocorreu agora, no início do segundo trimestre.
O segmento de fertilizantes recebeu destaque no planejamento, que prevê US$ 15,8 bilhões em investimentos em Refino, Transporte, Comercialização, Petroquímica e Fertilizantes, incluindo a retomada da planta localizada em Três Lagoas, que passou a ter um valor estratégico em função dos problemas no fornecimento desse tipo de insumo. As ações são do Governo Federal e da Petrobrás.
Hibernada desde 2015, a UFN3 voltou a ser avaliada a partir de 2023, quando a Petrobras decidiu retornar ao segmento de fertilizantes, estratégico para o país.
Assessoria de Comunicação







