Levantamento aponta avanço de 45% no Estado e destaca força das exportações e da agropecuária
Mato Grosso do Sul aparece com o segundo maior crescimento do agronegócio entre os principais estados produtores do país entre 2015 e 2023, com avanço de 45%, segundo levantamento da Facisc (Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina), elaborado com base em dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e outras fontes oficiais.
O desempenho coloca o Estado atrás apenas de Mato Grosso, que lidera o ranking com 59%, e bem acima da média dos 12 principais produtores do país, estimada em 6%.
O estudo da Facisc reúne dados nacionais e regionais, entre eles os de Mato Grosso do Sul, para contextualizar o cenário do agronegócio brasileiro e a posição de Santa Catarina nesse ambiente econômico.
Segundo a Facisc, como o Brasil não dispõe de uma base pública única que mensure o agronegócio em seu conceito mais amplo, o estudo foi elaborado a partir de metodologia própria de estimativa, baseada em referências internacionais e no cruzamento de indicadores econômicos ligados à produção, emprego e comércio exterior.
Para isso, a entidade considerou os dados mais recentes disponíveis em órgãos oficiais, incluindo o VBP (Valor Bruto da Produção) de 2023, informações de comércio exterior, quantidade de CNPJs (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) e total de trabalhadores de 2025, além de empregos formais e estabelecimentos de 2024, com base em dados do MDIC, MTE, Receita Federal e IBGE.
No recorte dos maiores produtores do país, o levantamento mostra que o avanço mais expressivo nos últimos oito anos ocorreu no Centro-Oeste, com destaque para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A análise atribui esse movimento ao crescimento da agropecuária, combinado à expansão da indústria e dos serviços ligados ao setor.
Entre os recortes do levantamento, Mato Grosso do Sul aparece com forte concentração na produção primária dentro da cadeia do agronegócio. A agropecuária responde por 58% da composição do setor no Estado, seguida pela agroindústria, com 23%. Já agrocomércio e agrosserviços têm participação equivalente, com 9% cada.
Na definição adotada pela entidade, a agropecuária reúne as atividades de produção primária desenvolvidas no campo, como grãos, fibras, carne, leite e madeira. A agroindústria engloba o processamento dessas matérias-primas e sua transformação em produtos de maior valor agregado.
Já os agrosserviços incluem atividades como transporte, armazenagem, assistência técnica, logística, gestão e apoio ao escoamento da produção. O agrocomércio está ligado à comercialização desses produtos, tanto entre empresas da cadeia quanto ao consumidor final, no mercado interno e externo.
O levantamento mostra que Mato Grosso do Sul mantém perfil fortemente ligado à produção primária, mas com participação relevante da indústria dentro da cadeia, o que evidencia a presença expressiva do processamento agroindustrial na economia estadual.
Outro indicador que ajuda a explicar o avanço do setor em Mato Grosso do Sul está nas exportações. Entre 2015 e 2025, as vendas externas do agronegócio sul-mato-grossense cresceram 125%, o quinto maior avanço do país no período.
Segundo o levantamento, o desempenho ficou 33 pontos percentuais acima da média brasileira, estimada em 92%, além de superar estados tradicionalmente ligados ao setor, como São Paulo (87%), Paraná (53%) e Rio Grande do Sul (29%).
O estudo também mostra que o agronegócio é a principal força exportadora da economia sul-mato-grossense. Com base em dados do MDIC, 91% de tudo o que Mato Grosso do Sul exporta ao exterior vem do agro, índice que coloca o Estado entre os mais dependentes do setor no comércio exterior brasileiro.
Em 2025, Mato Grosso do Sul respondeu por 6% das exportações do agronegócio brasileiro. No ranking nacional do setor, o Estado aparece em 7º lugar, com US$ 10,1 bilhões embarcados ao mercado internacional.
Fonte: Campo Grande News






