Chuvas ajudaram a preservar a produtividade no Estado; dados de campo poderão influenciar as estimativas finais da safra brasileira
Apesar das perdas iniciais, o retorno das chuvas ao longo de abril e maio favoreceram o enchimento dos grãos e ajudaram a manter o bom potencial das lavouras mais tardias no Mato Grosso do Sul. O estado entra no foco do Rally da Safra e será estratégico durante a etapa milho segunda safra. A partir de amanhã, quinta-feira (4), equipes técnicas irão percorrer diferentes polos produtores do MS para avaliar o potencial produtivo das lavouras.
Uma das equipes deixará Rondonópolis (MT) para chegar às regiões de Sonora e São Gabriel do Oeste, encerrando o trecho no sábado, em Campo Grande. Outro grupo de técnicos sairá de Mineiros (GO) para realizar trabalhos de campo na região de Chapadão do Sul, finalizando o roteiro no sábado também em Campo Grande. A partir de 15 de junho, a última equipe da expedição deixará a capital do Estado para avaliar lavouras nas regiões de Maracaju, Dourados, Ponta Porã e Naviraí até o dia 20. Entre os dias 21 e 23 de junho, a equipe segue para avaliações no Norte do Paraná, encerrando os trabalhos em Londrina.
Após as estiagens registradas nas fases iniciais das lavouras no Sul de Mato Grosso do Sul e Norte do Paraná, a regularização das chuvas nas últimas semanas favoreceu o desenvolvimento e enchimento dos grãos, principalmente nas áreas semeadas mais tardiamente, contribuindo para a recuperação de parte do potencial produtivo. “As avaliações de campo serão fundamentais para mensurarmos os efeitos do período seco sobre a produtividade e refinarmos as estimativas da safra. Os levantamentos realizados até o final de junho serão decisivos para o fechamento da etapa milho do Rally”, afirma André Debastiani, coordenador da expedição.
As projeções pré-Rally da Agroconsult apontam para uma segunda safra brasileira de milho de 112,1 milhões de toneladas, abaixo do recorde de 123,9 milhões de toneladas registrado no ciclo 2024/25. Já a produção total de milho no país é estimada em 140,5 milhões de toneladas, frente a 151 milhões de toneladas no ciclo anterior. “Há espaço para ajustes nas estimativas, a depender dos dados de campo”, aponta o coordenador do Rally.
Expedição percorre principais regiões produtoras do país
Em sua primeira etapa este ano, o Rally avaliou as condições de mais de 1,7 mil lavouras de soja durante as fases de desenvolvimento e de colheita em 14 estados. As lavouras avaliadas respondem por 97% da área de produção de soja e 72% da área de milho no país.
Patrocinam a 23ª edição da expedição BASF, Credenz® e SoyTech® (marcas de sementes da BASF), Xarvio® (plataforma digital oficial do Rally), OCP Brasil, Banco Santander, Agrivalle, John Deere, Mitsubishi, TIM e JDT Seguros.
Desde 11 de maio, o Rally da Safra percorre os principais polos produtores de milho do país para avaliar os impactos do clima, da janela de plantio, do manejo e dos investimentos realizados pelos produtores sobre o potencial produtivo das lavouras. Nesta etapa, as equipes percorrem regiões produtoras de Mato Grosso, Rondônia, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná. Os levantamentos de campo abrangem áreas representativas da produção nacional de milho safrinha e servirão de base para a revisão das estimativas de produtividade e produção da safra 2025/26. Os trabalhos serão concluídos em 23 de junho em Londrina (PR).






