Mato Grosso do Sul é referência em avanços na preservação e na implementação de políticas públicas voltadas à sustentabilidade. No Dia Mundial do Meio Ambiente, o ex-secretário estadual, Jaime Verruck, que esteve à frente da pasta por 11 anos, destaca algumas ações implementadas durante o período.
Uma delas foi a criação da Lei do Pantanal, considerada um marco. “Foi uma legislação construída com debate, com o homem pantaneiro, com organizações não governamentais e com o setor público, em audiências que resultaram em uma lei que concilia o bioma mais preservado do Brasil e, provavelmente, o mais preservado do mundo, com o desenvolvimento de atividades como o turismo e a pecuária sustentável. Olhar para a pesca, para o homem pantaneiro”.
Ele lembra do PSA (Pagamento por Serviços Ambientais), que aliou a Lei do Pantanal. “Nós fomos lá em Bonito, criando toda uma estrutura de preservação de área de banhados, e lá nós tivemos os primeiros programas de Pagamento de Serviços Ambientais”, relembra.
Logística reversa
Além disso, o estado se tornou referência nacional em logística reversa, garantindo a destinação correta de embalagens pós-consumo. “Nós definimos uma política de logística reversa e hoje somos o primeiro do país”, diz Verruck.
Ele destaca a atuação dos catadores de materiais recicláveis, integrantes das inúmeras cooperativas. Algumas questões ainda seguem avançando, principalmente com relação aos aterros sanitários.
Carbono Neutro
Uma das ações de extrema relevância desenvolvidas no período foi a chamada carbon control, exatamente o controle das emissões. “Todas as nossas atividades do Mato Grosso do Sul, hoje licenciadas, apresentam um balanço de carbono. Fomos o primeiro estado a instituir o carbon control”, aponta Verruck.
Ele conta que em 2016 apresentou o projeto, talvez, inovador para a época. “E que percorreu o mundo e o Mato Grosso do Sul está chegando perto: em 2030, o objetivo é que Mato Grosso do Sul seja um estado carbono neutro”, diz Verruck. Então, continua ele, “no Dia Mundial do Meio Ambiente, nós temos muito a comemorar do ponto de vista de futuro e necessidade de novas políticas públicas”, avalia Verruck.
Para ela, o estado avançou muito. “Podemos falar, ao longo dos 10 anos, que Mato Grosso do Sul tem cumprido o seu papel olhando para a preservação, conservação ambiental e, fundamentalmente, pensando nas gerações futuras”, diz o ex-secretário, atualmente pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos.




